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Antaq vistoria travessias no Amazonas afetadas pela estiagem; Rio Negro atinge 17,05 metros

Equipes identificaram banco de areia na travessia Manaus-Careiro da Várzea e discutem dragagem e ajustes nas rampas com o Dnit

Foto: Divulgação/Antaq

Diante dos impactos severos da estiagem sobre os corredores logísticos da Amazônia Legal, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) intensificou o monitoramento das travessias fluviais no estado do Amazonas. Nesta terça-feira (20), equipes técnicas da autarquia, lideradas pelo diretor-geral Frederico Dias, realizaram visitas conjuntas às travessias de Igapó-Açu e Manaus–Careiro da Várzea para inspecionar as condições operacionais, mapear gargalos e alinhar providências preventivas com órgãos federais de infraestrutura.

O cenário de restrição logística e portuária ganha contornos oficiais com base no mais recente monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB), divulgado na terça, que aponta que o rio Negro atingiu a cota de 17,05 metros na estação de referência do porto de Manaus.

Gargalos Logísticos e Operacionais no Corredor da BR-319

Na travessia Manaus–Careiro da Várzea — eixo fundamental de integração localizado no corredor da BR-319 —, os técnicos avaliaram a formação de bancos de areia no canal de navegação, fenômeno típico de períodos de vazante acentuada que restringe o calado e compromete o tráfego seguro de embarcações, exigindo intervenções de dragagem. A comitiva também verificou a integridade física das rampas de embarque e desembarque, estruturas que necessitam de adaptações contínuas para acompanhar o recuo dos rios.

Durante a agenda, a comitiva acompanhou de perto o desempenho operacional do Consórcio Rio Negro SPE, selecionado por meio da Chamada Pública nº 01/2026 da ANTAQ para a prestação do serviço regular de transporte aquaviário de veículos e passageiros na travessia, assegurando a continuidade do escoamento e da mobilidade na região metropolitana.

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Foto: Divulgação/Antaq

Atuação Preventiva e Articulação Interinstitucional

A força-tarefa ocorreu simultaneamente nas duas praças e contou com a participação de representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), consolidando uma frente de atuação integrada. Estiveram presentes o diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Edme Tavares de Albuquerque Filho, e o coordenador de Engenharia Aquaviária da autarquia, Luciano Moreira de Sousa Filho, além da gerência regional da ANTAQ em Manaus e de empresas responsáveis pelos futuros serviços de dragagem.

As discussões concentraram-se na antecipação de riscos e na viabilização de obras corretivas sob responsabilidade do DNIT, como a desobstrução dos canais e a readequação dos atracadouros.

“Estamos acompanhando os problemas que a seca tem trazido para as travessias e buscando nos antecipar a situações que possam comprometer a prestação dos serviços. Mantemos diálogo com o DNIT, que participou dessas visitas a nosso pedido, e com os operadores para identificar os riscos e construir soluções que ajudem a reduzir os impactos para a população” destacou o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias.

As informações colhidas nas vistorias servirão de base para o direcionamento de providências coordenadas entre as instituições, visando preservar a segurança da navegação, a integridade da cadeia de suprimentos e a previsibilidade dos serviços essenciais no estado durante todo o ciclo de estiagem.

Fonte: Antaq