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Parceria entre Emater e Basa prevê mais de R$ 500 mil em crédito rural por município no Pará

Articulação em cidades como Santarém, Alenquer, Juruti e Óbidos busca ampliar o financiamento à produção familiar e à pesca artesanal

Foto: Alex Ribeiro/Agência Pará

A articulação entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e o Banco da Amazônia (Basa) ganha tração nos meses de outubro e novembro. Equipes técnicas de municípios como Alenquer, Santarém, Juruti e Óbidos intensificam o alinhamento de metas para superar gargalos históricos e ampliar o acesso ao crédito rural na Amazônia Ocidental.

Com o suporte dos escritórios regionais do Médio Amazonas e de Santarém, a convergência operacional entre as instituições projeta contratos individuais superiores a R$ 50 mil. A meta conjunta é alcançar um volume financeiro que ultrapassa a marca de meio milhão de reais por município até o encerramento do ciclo anual.

Foco na Bioeconomia e na Pesca Artesanal

Diferente do modelo tradicional de fomento, a nova diretriz de financiamento público dá destaque estratégico à cadeia produtiva da pesca artesanal, integrando de maneira ativa comunidades indígenas, extrativistas e assentados da reforma agrária.

Segundo Marcelo Jares, supervisor-adjunto da Emater em Santarém, o momento exige adaptação operacional: “É um processo de ajuste decorrente da transição para novas plataformas de cadastro socioambiental e da atualização de planilhas exigidas pelas ferramentas adotadas pelo Basa. O objetivo central é destravar o crédito rural e dar plena vigência ao Plano de Assistência Técnica e Extensão Rural (Proater)”.

Impacto na Ponta: Sustentabilidade e Renda

Na prática, o acesso facilitado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) já transforma realidades locais. Em Óbidos, a pescadora Rosinele Mamede, conhecida como “Nelinha”, moradora do assentamento federal Três Ilhas, relata a guinada econômica proporcionada pelo suporte técnico da Emater em parceria com o banco de desenvolvimento regional.

Com os recursos obtidos, a família investiu em apetrechos de pesca de alto rendimento — como bóias, cabos, redes malhadeiras e tranças —, essenciais para a captura diária de camarões e peixes nobres como a dourada e o filhote nas águas do rio Auerana.

“O material de pesca possui um custo elevado. Abrir essa porta financeira viabilizou não apenas a manutenção, mas a expansão da nossa atividade produtiva. Este é apenas o primeiro de muitos investimentos que faremos com esse suporte”, destaca a pescadora.

Fonte: Governo do Pará