Indústria
MotoChefe amplia produção da fábrica em Manaus para alcançar faturamento de R$ 600 milhões
Empresa investe na expansão da fábrica em Manaus, avança na nacionalização de componentes e aposta no crescimento do mercado de veículos leves de duas rodas
Foto: Divulgação/MotoChefe
Com a meta ambiciosa de dobrar seu faturamento para R$ 600 milhões em 2026, a fabricante carioca MotoChefe acelera seus investimentos na expansão da capacidade produtiva de sua fábrica no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Focada no segmento de veículos leves de duas rodas que dispensam habilitação e emplacamento – os chamados autopropelidos –, a companhia busca consolidar sua presença no mercado nacional e ocupar o espaço deixado pela recuperação judicial da concorrente Voltz.
A estratégia da empresa aposta na robustez logística, na pronta-entrega a partir da capital amazonense e na ampliação de sua rede de varejo para enfrentar a concorrência crescente de marcas asiáticas.
“O Brasil sempre abraçou bem as duas rodas. E algumas mudanças recentes na legislação e no comportamento dos consumidores só acentuaram o crescimento desse mercado no País”, destaca Flávio Drapal, cofundador e diretor da MotoChefe.

Foto: Divulgação/MotoChefe
Ampliação Fabril e o Desafio da Nacionalização em Manaus
Para sustentar o crescimento e a meta de vendas, a infraestrutura fabril na Zona Franca de Manaus passa por atualizações significativas, com a capacidade instalada da unidade programada para saltar dos atuais 10 mil produtos mensais para uma faixa de 13 mil a 15 mil unidades no início de 2027.
O segmento tem atraído competidores com presença internacional, como a chinesa Yadea. Em abril, a empresa anunciou o início da produção local em Manaus, em parceria com a Jabil, e mantém uma rede de lojas no país.
Paralelamente, a empresa avança no índice de nacionalização, registrando cerca de 30% de componentes produzidos no Brasil e estruturando planos para iniciar a fabricação local de chassis e baterias, o que reduzirá a dependência de fornecedores estrangeiros.
Essa estrutura fabril é integrada a uma malha logística composta por seis centros de distribuição no país, incluindo a ampliação da principal unidade no Rio de Janeiro e a abertura recente de um centro estratégico no Nordeste.

Foto: Divulgação/MotoChefe
Portfólio, Regulamentação e Estratégia Comercial
O portfólio da marca reúne 30 modelos, sendo liderado pelos autopropelidos, que respondem por 70% dos negócios. Esses veículos enquadram-se nos critérios da Resolução 996 do Contran — que estabelece limite de potência nominal de até 1.000 watts e velocidade máxima de 32 km/h —, o que garante a dispensa de habilitação e emplacamento.
O mix de produtos completa-se com bicicletas elétricas (20%) e ciclomotores (10%), atendendo tanto o público de lazer quanto entregadores que buscam reduzir custos operacionais e esforço físico.
No fomento à marca, a MotoChefe opera atualmente com 104 lojas (22 próprias e 82 franqueadas) e planeja inaugurar outras 50 unidades até o final de 2026.
A estratégia de visibilidade também aposta no esporte, com parcerias e patrocínios de clubes como Vasco e Palmeiras, além de produtos desenvolvidos em conjunto com ícones como Ronaldinho Gaúcho para gerar credibilidade e confiança junto ao consumidor brasileiro.
Fonte: NeoFeed

