Logística
Píer do Chibatão inicia operação em Itacoatiara para enfrentar estiagem no Amazonas
Primeiro navio atracou neste domingo (4); píer terá três guindastes e cerca de 150 trabalhadores
Foto: Divulgação
O píer provisório do Grupo Chibatão, instalado na região do Tabocal em Itacoatiara iniciou suas operações, oficialmente, neste domingo (4). O navio Fernão de Magalhães, da armadora Aliança, foi o primeiro a atracar na estrutura.
O navio inaugurou o sistema de transbordo e baldeação criado para driblar os severos impactos da estiagem de 2026 sobre a navegabilidade dos rios e manter o abastecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Autorizada em caráter especial e emergencial pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a megaestrutura de 277,5 metros de extensão foi posicionada em um trecho onde a navegabilidade se mantém viável por mais tempo, permitindo a transferência de cargas para embarcações com calado compatível rumo à capital.
“Em 2023 não tivemos essa alternativa, mas em 2024 nos reinventamos com a solução idealizada pelo senhor Passarão. Para esta nova operação, visualizamos todos os gargalos anteriores e retrabalhamos os processos. Um navio que levava cerca de 40 horas no processo de alívio de carga em 2024, hoje está planejado para operar em 28 horas, e a operação completa estimada em 48 horas”, destaca Jhony Fidelis, diretor executivo do Grupo Chibatão.

Foto: Divulgação
Eficiência Operacional, Investimento e Impacto Local
Com um aporte robusto de R$ 80 milhões e respaldo de todas as licenças dos órgãos de controle, a operação em Itacoatiara funciona em regime de 24 horas por dia.
O projeto conta com três guindastes de movimentação de cargas, um equipamento de apoio e uma equipe de aproximadamente 150 profissionais, sendo que um em cada três trabalhadores (50 profissionais) foi contratado diretamente no próprio município.
A mobilização envolveu articulação direta com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), armadores, operadores de balsas e a Receita Federal para assegurar eficiência e mitigar gargalos fiscais e burocráticos, incluindo a recomendação de até dois contêineres por Bill of Lading (BL) para evitar quebras de lote.
- Capacidade Comprovada: A estratégia repete o sucesso do modelo adotado em 2024, quando a estrutura em Itacoatiara movimentou quase 59 mil contêineres para assegurar o fluxo de matérias-primas essenciais ao PIM.
- Mitigação de Riscos: O cais flutuante entra em operação sob alerta redobrado das projeções do Labclim (UEA) e da Marinha do Brasil, consolidando Itacoatiara como o principal porto estratégico para amortecer os efeitos da vazante na Amazônia Ocidental

