Economia
Petrobras prevê perfurar três novos poços na Foz do Amazonas em 2027
Com orçamento bilionário previsto até 2030, Petrobras avança nas etapas técnicas
Foto: Agência Petrobras/Foresea
A Petrobras programa para o início de 2027 a perfuração de três poços adicionais no bloco FZA-M-59, situado na Bacia da Foz do Amazonas. A informação foi divulgada pela diretora executiva de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos, durante o evento setorial ROG.e 2026, no Rio de Janeiro.
“Devemos acabar o Morpho em outubro. Depois, a sonda que está na Foz do Amazonas vai sair e vamos levar outra sonda para lá, mas que ainda precisa passar pela limpeza do coral-sol. Prevemos que, em janeiro, vamos começar a perfurar os poços contingentes”, disse Baruzzi.
A nova fase de investigações técnicas contemplará os poços chamados Manga, PAD Morpho e Crotalus. As operações devem ser executadas em sequência ao longo do próximo ano por meio dos navios-sonda ODN-II ou Amaralina Star, com o objetivo de coletar dados aprofundados sobre a dimensão e a capacidade produtiva do reservatório da região.
Andamento atual e análise laboratorial
Atualmente, os trabalhos se concentram na finalização da perfuração do poço Morpho no mesmo bloco, com encerramento previsto para este mês de setembro. Uma amostra do óleo leve encontrado na área já foi encaminhada para análise no Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), na Ilha do Fundão.
Após a conclusão das atividades em curso na Foz do Amazonas, a sonda ODN-II será deslocada para a Bacia Potiguar para atuar na perfuração do poço Mãe de Ouro, contemplado pelas licenças emitidas pelo Ibama no primeiro semestre.
Estratégia na Margem Equatorial
O projeto faz parte do planejamento de longo prazo da companhia para a Margem Equatorial brasileira, que abrange desde a Foz do Amazonas até as bacias do Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. No total, a estatal prevê a perfuração de 15 poços na nova fronteira exploratória.
O plano conta com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões até 2030, o equivalente a cerca de 37,5% do orçamento total dedicado pela petroleira para atividades exploratórias no período.

