Consumidor
Mais de 1,8 milhão de amazonenses seguem endividados, mas renegociação de dívidas cresce 37%
O estado contabiliza mais de 400 mil consumidores buscando regularizar pendências
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O número de consumidores que buscaram regularizar suas pendências financeiras no Amazonas subiu 37% entre maio e agosto. No total, o volume de renegociações de dívidas saltou de 294.523 para 403.939, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Apesar do avanço expressivo nos acordos, o endividamento ainda atinge uma parcela considerável da população amazonense. Conforme o Mapa da Inadimplência da Serasa, o estado registrou 1.844.319 inadimplentes em agosto, o que representa uma alta de 0,69% em relação a julho, quando o total era de 1.831.625 pessoas.
Panorama Nacional
Em âmbito nacional, o ritmo de crescimento da inadimplência desacelerou ao longo do ano e chegou ao menor patamar em agosto. O número de negativados avançou 0,06% no mês, marcando o menor incremento mensal registrado em 2026. Atualmente, o país soma 83,98 milhões de brasileiros com dívidas em atraso, frente a 83,93 milhões no mês anterior.
Essa desaceleração caminha na contramão do volume de acordos firmados. Entre maio e agosto de 2026, a Serasa contabilizou 19,7 milhões de renegociações no Brasil, alta de 36% na comparação com o mesmo período de 2025. O total de consumidores que regularizaram suas contas subiu de 7,1 milhões para 9,4 milhões, impulsionado por mutirões de negociação e condições facilitadas. Além disso, uma ação emergencial lançada pela instituição em 9 de setembro resultou em mais de 218 mil acordos fechados em um único dia.
“A queda no ritmo de crescimento da inadimplência não é coincidência: ela caminha lado a lado com o aumento expressivo nos acordos fechados nos últimos meses. Quando o consumidor encontra condições melhores para negociar, ele volta a organizar as contas antes que a dívida se acumule ainda mais”, destaca Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.
Educação financeira como sustentação
Para especialistas, o desafio vai além da quitação imediata dos débitos, exigindo ferramentas de conscientização para evitar novos ciclos de endividamento.
“Renegociar a dívida resolve o problema imediato, mas é a educação financeira que evita que ele volte a se repetir. Por isso, sempre buscamos ajudar os brasileiros com conteúdo sobre educação financeira, cenário de crédito e demais informações que ajudem o consumidor a entender melhor o seu dinheiro”, complementa Aline.

