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Grupo Chibatão prevê reduzir em 12 horas o tempo de alívio de cargas em píer flutuante de Itacoatiara

Nova operação com píer flutuante busca agilizar o transbordo de mercadorias para Manaus

Foto: Divulgação/Grupo Chibatão

Com a meta de reduzir o tempo de alívio de carga de cerca de 40 horas para 28 horas, a transferência do píer flutuante do Grupo Chibatão para Itacoatiara, autorizada em caráter especial e emergencial pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), marca um avanço estratégico para blindar o abastecimento do Amazonas contra a estiagem de 2026. A estrutura de 277,5 metros de extensão iniciou o deslocamento nesta quinta-feira (17). 

Para driblar as restrições impostas pela baixa dos rios, a estratégia adotada consiste em transferir as atividades de descarga, transbordo e baldeação para um trecho onde a navegabilidade se mantém viável por mais tempo. Desse modo, as mercadorias são redestinadas a embarcações com calado compatível para seguir rumo a Manaus.

A mobilização foi acompanhada por representantes da indústria, do comércio, do Centro da Industria do Estado do Amazonas (Cieam), da Receita Federal, armadores e integrantes do setor produtivo, que conheceram os detalhes da operação apresentados pelo diretor executivo do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis.

Impacto direto na economia, emprego e eficiência operacional 

Além de atuar como uma barreira preventiva contra os gargalos da severa estiagem, a operação traz impactos socioeconômicos diretos para o município. O píer operará 24 horas por dia, contando com três guindastes de movimentação de cargas, um equipamento de apoio e uma equipe de aproximadamente 150 profissionais.

Desse total, um em cada três trabalhadores (50 profissionais) será contratado diretamente no próprio município de Itacoatiara. 

Para garantir um desempenho ainda mais ágil em relação aos anos anteriores, a operação traz a campo importantes melhorias: o tempo de alívio de carga, que era de cerca de 40 horas em 2024, está planejado para ser reduzido para 28 horas, com a operação completa estimada em 48 horas. 

“Em 2023 não tivemos essa alternativa, mas em 2024 nos reinventamos com a solução idealizada pelo senhor Passarão. Para esta nova operação, visualizamos todos os gargalos anteriores e retrabalhamos os processos. Um navio que levava cerca de 40 horas no processo de alívio de carga em 2024, hoje está planejado para operar em 28 horas, e a operação completa estimada em 48 horas”, explicou o diretor.

Além disso, a estratégia conta com a celeridade documental por meio da recomendação de até dois contêineres por BL para evitar quebras de lote, somada a uma ação integrada com alinhamento direto entre o setor produtivo, armadores, operadores de balsas e a Receita Federal para mitigar gargalos fiscais e burocráticos.

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Foto: Divulgação/CIEAM

“Temos acompanhado de perto a atuação do Cieam, dialogando juntamente à Receita Federal para buscar soluções que minimizem o impacto burocrático e fiscalizatório inerente ao processo. É uma engrenagem que envolve terminais, armadores, empresas de balsas e o setor produtivo. Trabalhando juntos, entregamos mais produtividade para o nosso estado. Juntos somos mais fortes”, concluiu Fidelis. 

Solução testada e aprovada pelo setor produtivo 

O deslocamento do cais ocorre em um momento de alerta redobrado com a navegabilidade dos rios, pressionados por reduções diárias expressivas nos níveis d’água em pontos críticos como Tabocal e Enseada Madeira, além das projeções do Labclim (UEA) e da Marinha do Brasil para o acirramento da vazante.

Diante desse cenário, Itacoatiara volta a desempenhar um papel logístico central para o Amazonas, repetindo o sucesso de 2024, quando a estrutura no município movimentou quase 59 mil contêineres por meio de transbordo e baldeação para manter o fluxo de matérias-primas essenciais para o Polo Industrial de Manaus (PIM). 

Com um investimento robusto de R$ 80 milhões e todas as licenças exigidas pelos órgãos de controle, o píer segue preparado para proteger a indústria, o comércio e o abastecimento geral do estado.