MENU
Buscar

Oliveira Energia avança na hibridização de usinas para cortar emissões no interior do Amazonas

Com matriz que combina solar, baterias e térmica, iniciativa vai atender mais de 20 municípios

Foto: Divulgação/Oliveira Energia

A transição energética nos Sistemas Isolados do Amazonas ganhou um marco histórico com o avanço do projeto de hibridização liderado pela Oliveira Energia. Em uma iniciativa pioneira para descarbonizar a matriz elétrica do interior do Estado, a empresa amazonense está integrando geração solar fotovoltaica, energia térmica e sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) para reduzir o consumo de óleo diesel, cortar emissões de poluentes e elevar a estabilidade do fornecimento elétrico em dezenas de municípios.

O ponto de partida dessa transformação foi a entrada em operação da Usina Solar Fotovoltaica (UFV) de Maués. Com 6 MW de potência solar integrados a 33 MW térmicos e 1 MW de armazenamento em BESS, a planta se tornou a maior usina híbrida já implantada no Sistema Isolado amazonense. A estimativa é de que a unidade gere cerca de 8 GWh de energia limpa por ano, consolidando a companhia fundada em 1972 como referência regional em soluções sustentáveis para localidades remotas.

Expansão e cronograma até o fim de 2026

Na sequência das operações em Maués, as localidades de Novo Airão, Urucará e a comunidade de Novo Céu, no município de Autazes, entram na próxima leva de entregas do plano de expansão. Os três projetos da Oliveira Energia foram aprovados pelo Programa Pró-Amazônia Legal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e somam juntos aproximadamente R$ 37,3 milhões em investimentos voltados à modernização do parque gerador da região.

Ao todo, o plano de investimentos contempla um robusto mapa de obras ao longo de 2026, projetando uma capacidade total instalada de 145,4 MWp em geração fotovoltaica distribuída pelo interior do Amazonas.

O pipeline de ampliações e novas usinas inclui estruturas de grande porte em municípios estratégicos, como Boca do Acre (16,2 MWp), Lábrea (16,2 MWp), Castanho I e II (14,41 MWp cada), além da expansão da própria planta de Maués (mais 10,6 MWp). Outras localidades — incluindo Barcelos, Beruri, Tapauá, Barreirinha, Manaquiri e Santa Isabel do Rio Negro — também receberão usinas solares dimensionadas de acordo com as demandas locais.

A expectativa ambiental é expressiva: a substituição gradual do combustível fóssil pelo modelo híbrido (solar + bateria + térmica) tem potencial para evitar a emissão de mais de 169,7 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano na atmosfera amazônica.

Tecnologia, controle 24/7 e compromisso regional

Para assegurar a continuidade do serviço e a segurança operacional, a telemetria e o controle de todas as usinas espalhadas pelo interior são realizados em tempo real a partir de um centro de monitoramento centralizado em Manaus. A estrutura acompanha variáveis críticas como potência, frequência, nível de consumo de combustível e alertas preventivos, permitindo rápida capacidade de resposta a qualquer oscilação.

O sistema de baterias BESS desempenha papel crucial nessa arquitetura, garantindo a estabilidade da frequência da rede e permitindo o despacho contínuo de energia renovável mesmo durante períodos de oscilação solar ou pico de demanda noturna.

Para o presidente da companhia, Orsine Oliveira, a migração para fontes renováveis representa um desdobramento natural da trajetória da empresa na região. “A Oliveira Energia nasceu com a missão de levar energia onde ela é essencial. Agora, damos mais um passo importante, investindo em soluções que garantem um futuro energético mais limpo, eficiente e sustentável”, destacou o executivo.