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UCB Power e Jinko ESS assinam acordo para fabricar baterias de armazenamento de energia em Manaus

Fabricação nacionalizada vai facilitar acesso ao BNDES e expandir mercado de baterias industriais

Fábrica de baterias da UCB Power em Manaus, no Amazonas - Foto: Divulgação/UCB Power

A transição energética e a reindustrialização do Polo Industrial de Manaus (PIM) ganharam um reforço de peso. A UCB Power, empresa associada ao Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e maior fabricante de soluções em armazenamento de energia da América Latina, assinou um memorando de entendimento com a Jinko ESS, subsidiária da gigante chinesa JinkoSolar. A informação é da Folha de S. Paulo

O acordo busca avaliar as condições técnicas e operacionais para a industrialização e nacionalização de Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE/BESS) no Brasil, alinhando a tecnologia de ponta asiática à capacidade fabril instalada na Zona Franca de Manaus e em Extrema (MG).

Foco no leilão de reserva e financiamento do BNDES

O movimento estratégico mira diretamente nas oportunidades do Leilão de Reserva de Capacidade para Armazenamento (LRCAP-BESS), agendado para dezembro deste ano. A parceria permitirá que as soluções da Jinko ESS — voltadas para aplicações comerciais, industriais e de geração centralizada — cumpram os requisitos de conteúdo local exigidos no certame.

Além de ampliar a competitividade das empresas em projetos de grande porte, a fabricação nacionalizada deve facilitar o acesso dos clientes finais a linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o Finame, barateando o custo final de implementação das baterias no país.

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Leilão de energia realizado em 2023 – Foto: Divulgação B3

Protagonismo da indústria amazonense

Com cinco décadas de atuação no Brasil e forte presença no ecossistema industrial de Manaus, a UCB Power reafirma a centralidade da indústria amazonense no desenvolvimento de tecnologias limpas e de alta densidade tecnológica.

A introdução dos sistemas de armazenamento em escala é apontada por especialistas como fundamental para a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), garantindo maior flexibilidade e aproveitamento contínuo das matrizes renováveis, como a solar e a eólica.