MENU
Buscar

Empresas da economia verde avançam em edital que prevê investimentos de até R$ 130 mil no Pará

Negócios da bioeconomia seguem para nova fase de seleção e poderão receber aportes, consultoria e apoio para acesso ao mercado

Foto: Divulgação

Quinze micro e pequenas empresas da bioeconomia foram selecionadas para a segunda etapa do 1º Chamamento Travessias da Economia Verde do Pará, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), por meio do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), em parceria com a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), spin-off do Instituto Amazônia+21 (IAMZ+21).

Os negócios atuam em segmentos como alimentos, cosméticos, vestuário produzido com insumos da biodiversidade amazônica e infraestrutura modular desenvolvida com madeira de manejo florestal sustentável. Das empresas classificadas, 11 têm mulheres em cargos de liderança e o mesmo número registra receita operacional superior a R$ 200 mil.

O chamamento tem como objetivo identificar empreendimentos com potencial para receber investimentos, seja por meio da captação de recursos junto a investidores, seja por aportes do Fundo Travessias. Desenvolvido pela FAIS em parceria com o Sebrae, o programa busca preparar empresas da bioeconomia amazônica para acessar investimentos, por meio de assistência técnica, estruturação dos negócios e instrumentos financeiros.

Segundo o presidente do Instituto Amazônia+21, Marcelo Thomé, a iniciativa pretende ampliar a inserção da economia amazônica nas cadeias produtivas e reduzir uma das principais barreiras enfrentadas por pequenos empreendimentos da região: o acesso ao crédito e a investimentos.

“Parte do objetivo estratégico do Fundo Travessias é organizar e industrializar a economia amazônica para que ela seja inserida nas cadeias de fornecimento locais e também fora do território. Para que isso aconteça, é preciso enfrentar um dos principais desafios dos pequenos negócios da região: o acesso ao crédito e a investimentos. O Travessias foi criado justamente para identificar empreendimentos com potencial de escala e prepará-los para essa jornada, tornando-os capazes de competir em novos mercados e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, explica Thomé.

Além dos recursos financeiros, o programa prevê consultoria especializada, apoio para acesso a mercados, conexões estratégicas, desenvolvimento empresarial e atração de novos investidores.

Próximas etapas

O edital recebeu 24 inscrições até 30 de junho. Após a análise dos critérios de habilitação, 15 empresas avançaram para a segunda fase, na qual serão avaliadas quanto ao impacto socioambiental, sustentabilidade financeira, potencial de mercado e grau de inovação.

As empresas classificadas seguirão para diligência jurídica e técnica. Ao fim do processo, os empreendimentos aprovados que assinarem contrato poderão receber aportes entre R$ 30 mil e R$ 130 mil. A previsão é que as atividades do programa comecem até o fim deste ano.