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Reforma Tributária abre ‘momento promissor’ para ZFM, afirma diretora do MDIC

Durante reunião nesta quinta-feira (6), a diretora do MDIC, Cristiane Rauen, defendeu novas regras de Indústria 4.0

Vista aérea da Zona Franca de Manaus. - Foto: Divulgação/ Suframa

A aprovação da Reforma Tributária aliada à atualização das diretrizes de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) consolida um cenário altamente promissor para a Zona Franca de Manaus (ZFM). A avaliação foi destacada por Cristiane Vianna Rauen, diretora do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e coordenadora do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda), durante a abertura da 83ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta quinta-feira (6), em Manaus. 

Segundo a diretora, o avanço do arcabouço normativo proporcionará um ambiente regulatório aprimorado, capaz de impulsionar a maturidade tecnológica das indústrias instaladas na região.

O destaque do encontro foi o debate em torno da Portaria Conjunta MDIC/Suframa nº 4/2026, norma que estabelece critérios operacionais para direcionar investimentos ao ecossistema de Indústria 4.0 na Amazônia, contando com o suporte técnico do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

PIM projeta R$ 240 bilhões e reunião do CAS

O otimismo do MDIC foi endossado pelo superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. O gestor destacou a solidez do Polo Industrial de Manaus (PIM), que caminha para fechar 2026 com faturamento recorde acima de R$ 240 bilhões e manutenção da média de 131 mil empregos diretos.

Montenegro adiantou que o ritmo de crescimento será impulsionado pela próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), agendada para o dia 14 de agosto, que deve contar com a presença do ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, para a deliberação de novos projetos industriais.

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Isabela Prado/Suframa

Aprimoramento regulatório e consulta ampliada

A 83ª reunião do Capda também apresentou atualizações em normativos estratégicos de prestação de contas, como a Portaria Conjunta MDIC/Suframa nº 2/2026 (sobre relatórios e auditorias independentes), e a minuta final da resolução de credenciamento de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), incubadoras e aceleradoras.

O debate sobre a Indústria 4.0 contou com a participação de entidades do setor produtivo e da sociedade civil não vinculadas formalmente ao comitê, incluindo a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), a Associação do Polo Digital de Manaus (APDM) e federações das indústrias da Amazônia Legal.