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Queda do IPCA e corte na Selic sinalizam alívio financeiro para pequenas empresas

Queda nos juros e IPCA em 5,03% trazem alívio às micro e pequenas empresas, enquanto Sebrae reforça o crédito assistido para impulsionar setor

Foto: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil

O cenário macroeconômico brasileiro começa a dar sinais de alívio para as pequenas empresas. De acordo com os dados do Boletim Focus divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (3), as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumularam a quinta queda consecutiva, caindo de 5,33% para 5,03% ao final de 2026.

A desaceleração da inflação vem acompanhada por expectativas favoráveis para a taxa básica de juros (Selic), prevendo um primeiro corte para 14% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (5) e um encerramento de ano estimado em 13,75%.

A trajetória de distensão monetária cria um horizonte de maior previsibilidade para o comércio e o setor de serviços, que sentem de forma direta o peso do encarecimento do crédito e o arrocho no orçamento familiar. Com a desaceleração dos preços, espera-se uma recomposição gradual do poder de compra da população, impulsionando a demanda no mercado interno.

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a conjunção entre inflação sob controle e expectativa de queda nos juros aciona um gatilho de otimismo para as micro e pequenas empresas (MPEs). 

“A projeção de inflação melhora e a economia está fortalecida. Para os pequenos negócios, o cenário combina otimismo e novas oportunidades. Para a política monetária, o dado reduz a pressão por manutenção prolongada de juros extremamente elevados”, analisa. 

Acesso ao crédito assistido como vetor de sustentabilidade

Apesar da sinalização de afrouxamento monetário, o acesso ao capital de giro e ao crédito produtivo permanece entre os gargalos estruturais mais complexos para os pequenos empreendimentos. Para mitigar o risco financeiro e desatar o nó da liquidez, o Sebrae tem intensificado as operações do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Nos últimos dois anos, a ferramenta viabilizou a movimentação de mais de R$ 16 bilhões em garantias complementares.

O diferencial da estratégia apoia-se no modelo de crédito orientado e assistido. A metodologia combina o aporte financeiro ao acompanhamento técnico contínuo, oferecendo diagnósticos corporativos, ferramentas de gestão digital e consultorias customizadas para garantir que os recursos captados sejam convertidos em ganhos reais de produtividade.

“O crédito é a maior dificuldade dos pequenos negócios no Brasil. Graças a parceiros do Fampe temos avançado neste sentido. É um crédito assistido, acompanhando de perto os pequenos negócios. Com isso, a inadimplência cai e conseguimos gerar renda para essas micro e pequenas empresas”, conclui Soares.