Indústria
EMS confirma que deve investir R$ 1 bilhão para ampliar produção em Manaus
Grupo quer elevar produção da Novamed para 2 bilhões de unidades ao mês até 2028, mas descarta fabricar semaglutida na Zona Franca
O grupo farmacêutico EMS confirmou que deve investir R$ 1 bilhão em uma nova planta em Manaus, anexa à Novamed, empresa do grupo instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM). Ainda não há data oficial para o início da operação.
“A proposta é avançar na produção de comprimidos, ampliando de 1,5 bilhão de unidades para 2 bilhões ao mês, até 2028”, revela o vice-presidente institucional da EMS, Marcus Sanchez,
Com produção em Manaus desde 2014, a Novamed está entre as cinco maiores fábricas de medicamentos sólidos do mundo e emprega em torno de 1,1 mil colaboradores.

A unidade responde por cerca de 80% da produção de medicamentos sólidos do grupo. A moderna fábrica opera com sistema robotizado de pesagem da matéria-prima e é uma das principais bases da EMS no país.
Canetas emagrecedoras fora de Manaus
Apesar do plano de expansão na Zona Franca, a EMS descartou produzir semaglutida em Manaus.
No mês passado, o grupo começou a vender a primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, o Ozivy, mas a produção da caneta injetável ficará concentrada na fábrica de peptídeos em Hortolândia (SP), planejada especificamente para esse tipo de tecnologia.
A EMS já atua no mercado de canetas emagrecedoras, com a Olire e a Lirux, com o princípio ativo liraglutida.
“Fechamos 2025 com R$ 100 milhões em faturamento nesse segmento e projetamos superar R$ 250 milhões em 2026”, informa Sanchez.
O grupo EMS fechou 2025 com faturamento de R$ 10,9 bilhões, um crescimento de 6,7% em relação a 2024.
