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Concessão florestal da Gleba Castanho promove conservação e atrai R$ 77 milhões para a Amazônia

Primeira área pública federal não destinada a ser concedida combaterá a grilagem e o desmatamento com manejo sustentável

Área da Gleba Castanho | Foto: Shutterstock

A assinatura da concessão florestal da Gleba Castanho, no Amazonas, nesta semana, reforça a agenda defendida há anos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) de dar destinação econômica e ambientalmente responsável a áreas públicas para combater o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável. A iniciativa protege uma área vulnerável à grilagem e à exploração ilegal, além de prever R$ 20 milhões em infraestrutura e R$ 57 milhões em operações nos primeiros cinco anos, criando oportunidades para diversificar a economia da floresta e avançar na conservação da Amazônia.

Localizada no município de Careiro (AM), a Gleba Castanho é a primeira área pública federal não destinada, fora de uma unidade de conservação, a ser concedida para manejo florestal sustentável desde a criação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, em 2006.

A concessão também prevê cerca de R$ 460 mil por ano para projetos voltados às comunidades locais, além de ações de educação ambiental e regularização fundiária. Esses investimentos demonstram que conservar a floresta também significa promover desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida da população amazônica.

A área concedida soma cerca de 60 mil hectares, aproximadamente um quarto da gleba, e será manejada sob regras rigorosas de conservação, com inventários florestais, monitoramento permanente e técnicas de baixo impacto. Serão retiradas de quatro a seis árvores por hectare, permitindo que a floresta continue produzindo e se regenerando. Além da produção de madeira, a concessão permite o aproveitamento de produtos florestais não madeireiros, como óleos, castanha e açaí, além do desenvolvimento de atividades como o ecoturismo.

O aspecto mais relevante dessa concessão é justamente a destinação dada a uma área que antes permanecia sem uso definido. As chamadas áreas não destinadas estão entre as mais expostas à grilagem, ao desmatamento ilegal e a outros crimes ambientais.

A qualificação profissional também será decisiva para que essas oportunidades permaneçam na região. Parcerias com instituições como o SENAI podem contribuir para formar operadores, mecânicos e outros profissionais especializados no manejo florestal sustentável, fortalecendo o desenvolvimento regional e garantindo que os benefícios da floresta permaneçam com quem vive nela.

Fonte: Agência da Indústria