Meio Ambiente
Concessão florestal da Gleba Castanho promove conservação e atrai R$ 77 milhões para a Amazônia
Primeira área pública federal não destinada a ser concedida combaterá a grilagem e o desmatamento com manejo sustentável
Área da Gleba Castanho |
Localizada no município de Careiro (AM), a Gleba Castanho é a primeira área pública federal não destinada, fora de uma unidade de conservação, a ser concedida para manejo florestal sustentável desde a criação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, em 2006.
A concessão também prevê cerca de R$ 460 mil por ano para projetos voltados às comunidades locais, além de ações de educação ambiental e regularização fundiária. Esses investimentos demonstram que conservar a floresta também significa promover desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida da população amazônica.
A área concedida soma cerca de 60 mil hectares, aproximadamente um quarto da gleba, e será manejada sob regras rigorosas de conservação, com inventários florestais, monitoramento permanente e técnicas de baixo impacto. Serão retiradas de quatro a seis árvores por hectare, permitindo que a floresta continue produzindo e se regenerando. Além da produção de madeira, a concessão permite o aproveitamento de produtos florestais não madeireiros, como óleos, castanha e açaí, além do desenvolvimento de atividades como o ecoturismo.

O aspecto mais relevante dessa concessão é justamente a destinação dada a uma área que antes permanecia sem uso definido. As chamadas áreas não destinadas estão entre as mais expostas à grilagem, ao desmatamento ilegal e a outros crimes ambientais.
A qualificação profissional também será decisiva para que essas oportunidades permaneçam na região. Parcerias com instituições como o SENAI podem contribuir para formar operadores, mecânicos e outros profissionais especializados no manejo florestal sustentável, fortalecendo o desenvolvimento regional e garantindo que os benefícios da floresta permaneçam com quem vive nela.
