Mineração
Pará concentra US$ 14,6 bilhões em investimentos previstos para mineração até 2030
Segundo o IBRAM, estado reúne 19,1% dos aportes projetados para o setor
Complexo S11D, em Canaã dos Carajás, da Vale |
O Pará aparece entre os principais destinos dos investimentos previstos para a mineração brasileira até 2030. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) mostram que o estado deverá concentrar US$ 14,6 bilhões em aportes no período, volume equivalente a 19,1% do total projetado para o país.
O levantamento integra o relatório do primeiro trimestre de 2026 do IBRAM, que revisou para cima as perspectivas do setor mineral brasileiro. Ao todo, a previsão nacional de investimentos alcança US$ 76,9 bilhões até 2030.
Entre os estados brasileiros, Minas Gerais lidera a participação nos investimentos previstos, com 25,6%, seguido pelo Pará, que mantém posição estratégica impulsionada principalmente pela produção de minério de ferro, cobre e outros minerais considerados essenciais para a indústria e para a transição energética.


Na região Norte, outros estados também aparecem no mapa de investimentos e da atividade mineral. O Amazonas possui projetos ligados ao potássio e minerais estratégicos, enquanto Rondônia mantém relevância na produção de estanho. O Amapá também integra a cadeia mineral regional, especialmente em operações ligadas à extração de ferro e ouro.
Cenário atual do setor de mineração brasileiro
Além das projeções para os próximos anos, o relatório aponta crescimento da atividade mineral no país em 2026. No primeiro trimestre, o setor registrou faturamento de R$ 77,9 bilhões, avanço de 6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A mineração também respondeu por cerca de 66% do saldo positivo da balança comercial brasileira no período. O setor alcançou exportações bilionárias, ampliou a arrecadação de tributos e manteve mais de 230 mil empregos diretos.
Segundo o IBRAM, minerais como ferro, cobre e ouro seguem entre os principais responsáveis pelo desempenho da atividade, enquanto minerais críticos ganham espaço nas projeções de investimentos em razão da demanda internacional associada à transição energética e às novas tecnologias.
