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Indústria do Amazonas registra alta de 2,5% em março, diz IBGE

Acumulado do ano, no entanto, segue negativo

Foto: Divulgação

Em março, a indústria amazonense apresentou variação de 2,5% em relação ao mês de fevereiro. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação foi de 4,1%. A variação acumulada no ano foi de -3,2%, enquanto a variação acumulada em 12 meses ficou em 0%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada hoje, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Variação mês/mês anterior

Na passagem de fevereiro para março, a produção industrial Amazonense teve variação de 2,5%. A taxa representa uma diferença de 2,4 pontos percentuais (p. p.) em relação à média nacional. Essa foi a maior variação registrada pelo estado no índice desde outubro de 2025, quando o Amazonas encerrou o mês com variação de 4,1%.

Com o resultado de março, o estado ficou na 5ª posição do ranking nacional. Os estados com os melhores resultados foram Pará (4,5%), Mato Grosso (3,6%) e Goiás (3,6%), enquanto o estados de Pernambuco (-1,9%), Minas Gerais (-1,4%) e Ceará (-1,3%) registraram os piores resultados.

Variação interanual

No índice que compara o mês corrente com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial do Estado teve variação de 4,1%, taxa próxima à média nacional (4,3%). O resultado foi o primeiro positivo do estado desde outubro de 2025, quando o Amazonas registrou 12,5% no índice e apenas variações negativas dali em diante.

O resultado no índice colocou o Amazonas na 8ª posição do ranking nacional. As Unidades da Federação com os melhores resultados no índice foram os estados de Pernambuco (35%), Espírito Santo (22,5%) e Mato Grosso do Sul (12,3%). Os estados de Maranhão (-12,7%), Rio Grande do Norte (-5,1%) e Bahia (-3,4%) apresentaram os piores resultados e foram os únicos a apresentar variações negativas no índice em março.

Variação acumulada no ano

No índice que mede a variação acumulada desde janeiro, o Amazonas registrou -3,2%, enquanto a variação nacional foi de 1,3%. Essa foi a terceira variação negativa consecutiva no índice registrada pelo Amazonas, e colocou o estado na 12ª posição do ranking nacional.

As Unidades da Federação de Pernambuco (29,6%), Espírito Santo (22,6%) e Mato Grosso do Sul (10,3%) apresentaram os melhores resultados acumulados, enquanto Rio Grande do Norte (-19,2%), Bahia (-6,5%) e Ceará (-5,7%) apresentaram as maiores variação acumuladas negativas.

Variação acumulada em 12 meses

No índice que mede a variação acumulada em 12 meses, o Amazonas registrou 0% de variação, enquanto a variação nacional foi de 0,4%. A variação registrada pelo estado demonstra que a produção industrial do período não superou o período de 12 meses anterior e permaneceu estável.

As Unidades da Federação de Espírito Santo (18,6%), Pernambuco (7,2%) e Rio de Janeiro (6,3%) apresentaram os melhores resultados acumulados em 12 meses, enquanto Rio Grande do Norte (-12,4%), Mato Grosso do Sul (-10,7%) e Mato Grosso (-5,5%) apresentaram os piores resultados acumulados. O estado ficou na 8ª posição do ranking nacional. Ao todo, 9 das 17 Unidades da Federação pesquisadas apresentaram resultados acumulados negativos.

Produção física por atividades industriais

A fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores foi a atividade que apresentou o maior crescimento em março, com 32,5%, seguida por fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 18,3% e fabricação de produtos químicos, com 14,1%. Das 11 atividades industriais pesquisadas, 7 registraram quedas em março. As atividades com as maiores reduções foram fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com -43,7%; fabricação de máquinas e equipamentos, com -34,9%, e fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com -11,5%.

Média Móvel

A média móvel trimestral da produção industrial no Amazonas ficou em 2,1%, o dobro da média móvel trimestral nacional (1,0%) e a melhor já registrada desde novembro de 2025.