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MPF e Colômbia articulam equipes conjuntas para combater garimpo ilegal na fronteira

Iniciativa busca asfixiar financeiramente o crime na fronteira dos países e neutralizar o comércio ilícito de dragas nos rios da Amazônia

Área de garimpo ilegal | Foto Ilustrativa: Fernando Frazão/Agência Brasil.

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Colômbia discutiram a criação de equipes conjuntas para investigar crimes de garimpo ilegal em rios da região de fronteira entre os dois países. O encontro virtual visou fortalecer a cooperação institucional e o enfretamento à atividades criminosas que ultrapassam os limites territoriais.

A cooperação foca no desmonte de cadeias complexas que sustentam a mineração predatória, abrangendo desde a extração clandestina de ouro até o financiamento da atividade e a comercialização irregular de dragas e maquinários pesados utilizados na exploração do minério.

Representando o MPF, participaram da reunião os procuradores da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha e Sofia Freitas Silva, titulares do 2º e do 1º Ofícios da Amazônia Ocidental, além do procurador da República Daniel Cesar Azeredo Avelino, da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) do MPF.

Rotas de garimpo 

Historicamente, a repressão isolada em apenas um dos lados da fronteira resulta no deslocamento temporário dos criminosos para o território vizinho. Durante a reunião, os procuradores destacaram que as equipes conjuntas são o mecanismo mais eficaz para superar esse obstáculo, garantindo que a jurisdição nacional não atue como barreira para a justiça. A atuação articulada visa impedir que as rotas de garimpo simplesmente migrem de lado, exigindo uma resposta institucional unificada e rápida.

O garimpo ilegal nos rios que banham o Brasil e a Colômbia movimenta cadeias criminosas ligadas à extração clandestina de ouro, ao financiamento da atividade e ao comércio irregular de dragas e outros equipamentos usados na mineração predatória.

Alternativas em discussão

Durante o encontro, foram debatidas medidas para ampliar o compartilhamento de informações de inteligência, realizar diligências simultâneas nos dois países e responsabilizar não apenas os garimpeiros que atuam diretamente nos rios, mas também os financiadores da atividade ilícita e os fornecedores dos equipamentos utilizados no garimpo.

Como desdobramento da reunião, o Ministério Público da Colômbia deverá formalizar o pedido de criação da equipe conjunta junto à SCI/MPF para que os trabalhos operacionais e a formalização do protocolo de cooperação possam ser estabelecidos.

A iniciativa decorre da atuação do 1º e do 2º Ofícios da Amazônia Ocidental, especializados no enfrentamento ao garimpo ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia, com apoio da Secretaria de Cooperação Internacional do MPF.