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Com 96% do crédito empresarial voltado a pequenas empresas, Sicredi avança no Amazonas

Cooperativa soma R$ 327 milhões no Estado e reúne 28 mil associados

Foto: Divulgação

O Sicredi ampliou sua atuação no Amazonas e já soma R$ 327 milhões em crédito e investimentos no Estado, com foco em pequenos negócios, produtores rurais e famílias de menor renda.

Segundo a instituição, 96% das operações com empresas são destinadas a micro e pequenas empresas, enquanto, no agro, mais da metade do crédito atende à agricultura familiar, perfil que reforça o papel da cooperativa na inclusão financeira na região.

“Mostra a credibilidade desse movimento cooperativo, que ainda é pouco conhecido. Na medida em que as pessoas passam a conhecer mais o cooperativismo, não tem por que não fazer parte”, afirma o gerente regional do Sicredi, Rudineir Dilson Cronbaum.

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Crescimento e base de clientes

A cooperativa também vem ampliando sua base de associados no Estado, com crescimento superior a 30% e cerca de 28 mil clientes.

O avanço ocorre em um mercado ainda pouco atendido por instituições financeiras tradicionais, especialmente no interior, onde o acesso a crédito segue limitado.

Crédito para pequenas empresas

A estratégia da instituição está concentrada no atendimento a pequenos empreendedores, com linhas voltadas a capital de giro, investimento e organização financeira dos negócios.

No Amazonas, fatores logísticos, como a sazonalidade dos rios, também influenciam a demanda por crédito, exigindo maior planejamento de estoques por parte das empresas.

“Não é só o crédito pelo crédito. Na medida em que você entende o negócio, consegue conceder crédito e ajudar o empreendedor a ampliar sua receita. A gente acaba sendo quase um consultor”, diz Cronbaum.

Interior e modelo híbrido

A presença no interior ainda é limitada, com atuação em poucos municípios, mas a cooperativa aposta em um modelo híbrido, que combina atendimento físico e digital.

Segundo a instituição, o uso de canais digitais tem permitido ampliar o acesso a serviços financeiros em localidades onde não há agências.

Desafios estruturais

Apesar da expansão, o avanço do crédito no Estado ainda enfrenta entraves, especialmente no setor agro, devido a exigências regulatórias e de regularização fundiária e ambiental.

Essas restrições dificultam o acesso a linhas mais baratas, como as do Fundo Constitucional do Norte (FNO) e do BNDES, que exigem documentação regularizada.