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Uso de IA no trabalho atinge 71% dos profissionais brasileiros e supera média global 

Pesquisa da PwC destaca impacto da tecnologia na produtividade e na tomada de decisões nas empresas

Uso de IA no ambiente corporativo | Foto: Divulgação

O uso da inteligência artificial (IA) deixou de ser tendência para se tornar realidade operacional no ambiente corporativo brasileiro. Dados da pesquisa Global Hopes and Fears 2025, da PwC, revelam que 71% dos profissionais utilizaram inteligência artificial nos últimos 12 meses, índice significativamente superior à média global de 54%.

Empresas de diferentes portes e setores vêm incorporando a tecnologia a seus processos com um objetivo claro: ganhar eficiência, reduzir custos e responder com mais agilidade a um mercado cada vez mais exigente. Apontam que 79% dos usuários relatam ganho de produtividade e 83% afirmam melhora na qualidade do trabalho.

Para João Lucas Vieira, advogado e sócio-fundador do escritório JL Vieira Advogados Associados, com atuação em direito empresarial e consultoria de gestão, os dados refletem uma transformação que vai além da tecnologia em si.

“A inteligência artificial deixou de ser uma inovação pontual e passou a ocupar um papel central na estratégia das organizações. Empresas que integram a IA aos seus processos conseguem operar com mais eficiência, reduzir desperdícios e responder com maior agilidade às demandas do mercado”, afirma João Lucas.

Dados como ativo estratégico

Um dos impactos mais relevantes da IA no ambiente corporativo está na capacidade de transformar volumes massivos de dados em informação acionável. Em tempo real, sistemas inteligentes conseguem identificar padrões, sinalizar riscos e gerar insights que antes exigiriam equipes inteiras e dias de análise.

Esse movimento é especialmente crítico em áreas como finanças, jurídico, marketing e operações, onde a velocidade e a precisão das decisões têm impacto direto nos resultados.

“O diferencial competitivo está na capacidade de transformar dados em inteligência. A IA permite não apenas acompanhar indicadores, mas antecipar cenários e orientar decisões com base em evidências. No campo jurídico e empresarial, isso significa menos exposição a riscos, mais previsibilidade contratual e uma gestão muito mais sofisticada dos recursos disponíveis”, destaca.

Na prática, o advogado aplica esse entendimento na própria rotina do escritório: processos internos estruturados com apoio de tecnologia, gestão de projetos orientada por dados e uma cultura de inovação que se estende ao atendimento dos clientes.

IA como alavanca de crescimento, não de substituição

Apesar do avanço consistente, ainda há resistências. Parte do mercado enxerga a inteligência artificial com desconfiança, associando-a ao risco de substituição de postos de trabalho. Para João Lucas Vieira, essa leitura é equivocada e representa uma oportunidade perdida.

IA

Inteligencia artificial | Foto: Divulgação

“O mercado passa a valorizar cada vez mais quem sabe utilizar a inteligência artificial de forma aplicada ao negócio. Quem souber combinar o julgamento humano com o poder de processamento da IA vai operar em um nível completamente diferente dos demais.”

A tendência é que, à medida que cresce o investimento em capacitação e estratégia digital, a IA se torne cada vez mais presente nas operações corporativas, não como um recurso exclusivo de grandes empresas, mas como infraestrutura acessível a negócios de todos os tamanhos.

“A pergunta que toda liderança deveria fazer não é ‘se’ vai usar inteligência artificial: é ‘como’ vai usá-la para criar valor real. Esse é o desafio de gestão da próxima década.”