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Belém ganha hub de carregadores de carros elétricos com plano de expansão de R$ 120 milhões

Hub terá 27 pontos de recarga e marca avanço da infraestrutura para veículos elétricos na capital paraense, onde estão previstos 80 eletropostos até o fim do ano

Hub de recarga para veículos elétricos no Shopping Grão Pará, em Belém | Foto: AG Eletrovias/Divulgação

O avanço da mobilidade elétrica na região Norte ganha um novo capítulo com a inauguração nesta segunda-feira (30), de um hub de recarga para veículos elétricos no Shopping Grão Pará, em Belém. Considerada a maior estrutura do tipo no estado, a iniciativa faz parte da estratégia de expansão da AG Eletrovias, em parceria com a Nansen, para ampliar a base instalada de recarga na região.

Até o momento, R$ 2,3 milhões já foram investidos na implantação do hub e na estrutura inicial da rede na capital paraense. O empreendimento integra um plano mais amplo da empresa, que prevê R$ 120 milhões em investimentos até 2030 para expandir a infraestrutura de eletropostos no Pará.

A nova estação contará com 27 pontos de recarga, distribuídos entre 12 carregadores de 60 kW, 12 de 22 kW e três de 7 kW. A configuração permite atender diferentes perfis de uso, desde recargas rápidas até carregamentos mais longos durante a permanência dos usuários no shopping. A potência instalada do hub se aproxima de 1 megawatt, possibilitando o carregamento simultâneo de dezenas de veículos elétricos.

A iniciativa integra a estratégia da AG Eletrovias de ampliar a rede de recarga no Norte do país e faz parte de um plano de expansão que também prevê a atuação da empresa em outras regiões do Brasil. Como parte desse movimento, a empresa prevê a instalação de 80 eletropostos em Belém até o fim do ano, consolidando a capital paraense como um polo emergente de infraestrutura para veículos elétricos na região.

Segundo Armando Grello Filho, CEO da AG Eletrovias, o projeto busca preparar a cidade para o crescimento da mobilidade elétrica no país. “O Pará tem condições de se tornar uma das portas de entrada da mobilidade elétrica na região Norte. Nosso objetivo é estruturar em Belém uma rede de recarga que dê segurança ao motorista para usar o carro elétrico no dia a dia. Esse hub é um passo importante para preparar a cidade para a nova realidade da eletrificação do transporte e para consolidar um modelo de sistema de recarga que poderá ser replicado em outras regiões do Brasil”, afirma.

De acordo com o executivo, o investimento também busca posicionar o estado no processo de transição energética que vem transformando o setor de transportes. “Estamos investindo para que Belém tenha um parque instalado de recarga à altura das grandes capitais brasileiras. A expansão da rede de eletropostos é fundamental para estimular a adoção dos veículos elétricos e consolidar o Pará como um polo emergente da mobilidade elétrica no Norte do país”, acrescenta.

A infraestrutura do hub conta com tecnologia fornecida pela Nansen, empresa brasileira especializada em soluções para medição de energia e eletromobilidade. Para João Pedro Tabelini, gerente de Eletromobilidade da Nansen, iniciativas desse tipo indicam que a expansão da mobilidade elétrica começa a alcançar novas regiões do país. “A expansão da infraestrutura de recarga está avançando para além dos grandes centros do país. Projetos como esse mostram que a eletromobilidade começa a ganhar escala também na região Norte, criando as condições necessárias para o crescimento da frota de veículos elétricos”, afirma.

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Créditos de Carbono | Foto: Divulgação

Infraestrutura de recarga também irá gerar créditos de carbono

Projetos de mobilidade elétrica como o hub instalado no Shopping Grão Pará também podem contribuir para a geração de créditos de carbono, já que a utilização de veículos elétricos reduz as emissões de gases de efeito estufa em comparação aos veículos movidos a combustíveis fósseis.

Quando a recarga ocorre com energia de origem renovável, a redução das emissões tende a ser ainda maior. A partir de metodologias de certificação reconhecidas internacionalmente, é possível calcular o volume de emissões evitadas e converter essa redução em créditos de carbono, que podem ser registrados e comercializados no mercado do setor.

Segundo Armando Grello Filho, esse mecanismo tende a ganhar relevância à medida que projetos de mobilidade elétrica se expandem no país. “A mobilidade elétrica não representa apenas uma transformação no transporte urbano. Ela também abre novas oportunidades dentro da agenda de descarbonização, permitindo que projetos de infraestrutura contribuam diretamente para a redução das emissões”, afirma.