MENU
Buscar

Barco voador encurta viagem de 10h para 3h e conquista prêmio nacional

Desenvolvido pela startup amazonense AeroRiver, Volitan é incubado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica

Volitan, conhecido como “Barco Voador” | Foto: AeroRiver

Já imaginou viajar de Manaus a Parintins em apenas três horas, e não em dez? Pois é: parece distante, mas essa realidade pode estar mais perto do que você imagina.

O Volitan, conhecido como “barco voador”, é um projeto 100% brasileiro, desenvolvido pela startup amazonense AeroRiver e incubado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O projeto acaba de ganhar destaque nacional ao vencer o Prêmio Finep de Inovação 2025, na categoria Infraestrutura, Saneamento, Moradia e Mobilidades Sustentáveis.

E não é à toa: ele promete transformar completamente a forma como pessoas e cargas se deslocam pela Amazônia.

O Volitan é um veículo de efeito solo, ou seja, “voa” a poucos metros acima da água, sem tocá-la. Isso acontece graças a um princípio aerodinâmico que cria uma espécie de colchão de ar sob as asas. Na prática, é um transporte que combina características de barco e avião, mas com maior eficiência energética.

E aqui vai outro ponto que chama atenção: ele pode chegar a 150 km/h. Com essa velocidade, o tempo de viagem entre cidades da região pode cair drasticamente. Além disso, tem capacidade para transportar até dez pessoas ou uma tonelada de carga, com autonomia de até 500 quilômetros.

Em uma região onde os rios são as principais “estradas”, mas o transporte ainda é lento, e o aéreo é caro, uma solução como essa muda muita coisa.

E não para por aí

O Volitan também promete ser mais sustentável. Ele emite menos CO₂ do que embarcações convencionais e até mesmo do que aviões comerciais em rotas semelhantes. Em tempos de debate climático — sobretudo após a COP30 —, isso coloca o projeto no radar global.

O reconhecimento já começou: além do prêmio nacional, o projeto recebeu R$ 9,9 milhões em financiamento da Finep e é apontado como uma das iniciativas mais promissoras da Região Norte.

E o que vem agora?

Os testes em água vão acontecer em setembro, na Amazônia, em dia e local a serem divulgados. Nessa fase, serão avaliados itens como flutuabilidade, navegação e voo, além de um sistema de assistência à pilotagem que promete aumentar a segurança.

A ideia é que, após os testes e certificações, o “barco voador” comece a ser comercializado já em 2026. Ele pode ser usado em turismo sustentável, transporte de insumos, atendimento de saúde e até apoio a comunidades isoladas.

De acordo com a startup, empresários já assinaram cartas de intenção de compra durante o São Paulo Boat Show 2025.

Criada no fim de 2020, a AeroRiver nasceu da iniciativa de três engenheiros aeronáuticos amazonenses: Felipe Bortolete, Túlio Silva e Lucas Guimarães.

Barco Voador

Responsáveis pela startup amazonense AeroRiver, uma das vencedoras do prêmio Finep de Inovação 2025 | Foto: Finep

 

Prêmio

O prêmio é organizado pela Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foram selecionados 40 projetos finalistas, de diferentes regiões do País.

Houve cinco etapas regionais, realizadas entre setembro e novembro de 2025. Ao todo, 116 iniciativas foram premiadas nessas fases.

Os vencedores da etapa nacional do Prêmio Finep de Inovação 2025 foram anunciados em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília, no dia 17 de março de 2026.