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Refinaria da Amazônia divide responsabilidade sobre combustíveis no Amazonas e aponta pressão externa nos preços

Empresa diz que responde por fatia menor do mercado no Amazonas e atribui alta a petróleo internacional, dólar e custos logísticos

Foto: Divulgação

Em meio à disparada do petróleo no mercado global e às incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio, a Refinaria da Amazônia (Ream) veio a público esclarecer que não detém controle sobre o abastecimento de combustíveis no Amazonas e que os preços praticados seguem uma lógica internacional.

Segundo a empresa, sua participação corresponde a cerca de um terço do volume vendido no estado, enquanto a maior parte do fornecimento é realizada por outros agentes, incluindo a Petrobras, além de importadores e distribuidoras privadas. A manifestação ocorre em um momento de pressão crescente sobre os preços, com impactos diretos no bolso do consumidor.

De acordo com a refinaria, a valorização do barril no exterior, influenciada por referências como o petróleo Brent, elevou significativamente os custos: a gasolina teve alta acumulada de 36% e o diesel de 65% no cenário internacional, enquanto o petróleo saltou de US$ 73 para US$ 110.

Apesar do cenário adverso, a Ream afirma que mantém as operações ativas e segue produzindo para evitar desabastecimento. A empresa, no entanto, chama atenção para limitações estruturais da planta, construída ainda nos anos 1950, o que exige a compra de insumos no exterior para complementar a produção local de derivados e atender às especificações técnicas exigidas no país.

Segundo a empresa, o preço final não depende apenas do petróleo

Por meio de nota, a Refinaria informou que custos com frete, seguro e internalização dos produtos também pesam na formação dos valores, especialmente em uma região com desafios logísticos como a Amazônia.

Diante disso, a empresa afirma adotar a chamada paridade de importação, mecanismo que ajusta os preços domésticos ao mercado internacional, como forma de garantir a reposição de estoques e a continuidade do abastecimento.