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Lula defende controle nacional sobre terras raras e minerais críticos

Presidente critica interesse externo em recursos estratégicos e afirma que soberania deve ser garantida pelo próprio Brasil; agenda incluiu homenagem a Pepe Mujica

Área de extração de minerais estratégicos no Brasil, incluindo terras raras, consideradas essenciais para a indústria tecnológica e a transição energética | Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (19/3), que o Brasil preserve o controle sobre suas reservas de terras raras e minerais críticos, afirmando que esses recursos são estratégicos para a soberania nacional e para a América do Sul. A declaração foi feita em São Bernardo do Campo (SP).

A fala ocorre em meio ao interesse demonstrado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na exploração desses minérios no país. Lula criticou a possibilidade de atuação estrangeira e afirmou que o Brasil deve resolver seus próprios desafios.

Terras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso em São Bernardo do Campo (SP), onde defendeu o controle nacional de minerais estratégicos e a soberania brasileira

“Somente nós poderemos resolver os nossos problemas, da soberania, da integridade territorial e da qualidade de vida do povo brasileiro e latino-americano”, disse.

O presidente também comparou a exploração atual ao período colonial, citando a atuação de espanhóis e ingleses na América Latina, e reforçou que o continente não deve repetir esse modelo.

Ainda durante a agenda no Centro de Formação e Educação Permanente (Cenforpe), Lula participou da cerimônia em que a Universidade Federal do ABC concedeu o título de doutor honoris causa (in memoriam) ao ex-presidente uruguaio Pepe Mujica.

Na solenidade, Lula destacou a trajetória de Mujica, a quem chamou de “um ser humano muito especial”. O evento contou com a presença de Lucía Topolansky, viúva do ex-presidente, que também discursou.

A homenagem foi aprovada pelo conselho da universidade em 2024 e reconhece a atuação de Mujica em defesa da democracia, da educação e da integração regional. O ex-presidente uruguaio morreu em maio de 2024, aos 89 anos, em Montevidéu.