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Serafim rebate Flávio Bolsonaro e diz que o Brasil produz smartphones em Manaus

Secretário do Governo do Amazonas contesta declaração do senador sobre inexistência de fabricação nacional e destaca produção de 11 milhões de aparelhos na Zona Franca

Foto: Divulgação

Depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse, na última semana, que o Brasil não fabrica smartphones, o secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa, apontou desconhecimento da realidade industrial do País por parte do pré-candidato à Presidência da República.

A declaração ocorreu quando o senador criticava o aumento do Imposto de Importação sobre mais de mil produtos anunciado pelo governo federal.

“Ele [Fernando Haddad] está alegando que está protegendo a indústria nacional, mas pelo que eu saiba o Brasil não produz smartphones”, disse Bolsonaro.

Serafim Corrêa rebateu destacando a produção na Zona Franca de Manaus: “O Brasil produz, sim, smartphones. E sabe onde? Aqui na Zona Franca de Manaus. No ano passado, foram 11 milhões de aparelhos, com faturamento de mais de R$ 14 bilhões”.

O Polo Industrial de Manaus abriga unidades de grandes fabricantes, como a Samsung, além de empresas como a Vivo Mobile, que atua sob a marca Jovi, e a Realme, que inaugurou, em 2025, sua primeira fábrica de smartphones nas Américas, com capacidade de produzir até 20 mil unidades por dia e gerar cerca de 500 empregos.

Imposto de Importação

O aumento do imposto foi defendido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como medida de estímulo à produção interna.

“Mais de 90% dos itens afetados são fabricados no Brasil, o que diminui o impacto sobre o consumidor. Qual é o objetivo? Trazer essas empresas para o território nacional”, afirmou Haddad.

A decisão provocou críticas da oposição e repercussão nas redes sociais, especialmente em relação a possíveis impactos nos preços.

O debate evidenciou a importância estratégica do Amazonas na cadeia nacional de tecnologia e a relevância da produção instalada na Zona Franca para o setor de eletrônicos no País.