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Cinco décadas e 32 milhões de motos: fábrica da Honda em Manaus celebra trajetória histórica

Companhia também anunciou pacote de investimentos de R$ 1,6 bilhão programado até 2029, com foco em modernização tecnológica, atualização de processos produtivos e desenvolvimento de novos produtos

Foto: Honda

A indústria de duas rodas no Brasil ganhou um novo marco numérico e simbólico: a Honda divulgou, nesta terça-feira (24), que atingiu o total de 32 milhões de motocicletas produzidas em sua planta localizada no Polo Industrial de Manaus. Os números consolidam a unidade como o centro absoluto de manufatura da marca no país e uma das bases industriais mais relevantes da companhia fora da Ásia. O resultado chega no mesmo ano em que a operação completa cinco décadas de atividade contínua.

Hoje, toda a produção nacional da empresa sai da linha amazonense, que opera com média diária de aproximadamente 6,5 mil motocicletas distribuídas em cerca de vinte modelos, cobrindo versões que variam de 110cc a 1.100cc. Parte desse volume também segue para exportação, abastecendo mais de quinze mercados internacionais e ampliando o alcance da operação brasileira dentro da estratégia global do grupo.

A marca histórica não representa apenas volume acumulado, mas um momento de transição industrial. A companhia anunciou um pacote de investimentos de R$ 1,6 bilhão programado até 2029, voltado à modernização tecnológica, atualização de processos produtivos e desenvolvimento de novos produtos. A meta projetada é alcançar, até o fim do ciclo, um patamar anual de 1,6 milhão de unidades fabricadas, movimento que combina aumento de capacidade com ganhos de eficiência e sustentabilidade.

“Alcançar 32 milhões de motocicletas produzidas no Brasil é motivo de grande orgulho. Esse marco representa uma história de 50 anos construída com resiliência, superação de desafios e com a nossa vontade incansável de oferecer um veículo de qualidade que impulsiona a mobilidade do país. São milhares de pessoas envolvidas, entre colaboradores, concessionárias e fornecedores, que levam a marca Honda do Norte para todo o Brasil”, frisa o Head de Produção, Qualidade e Logística da companhia, Lourival Barros.

A presença industrial da fabricante no país começou antes mesmo da instalação da planta, com a importação de motocicletas no início da década de 1970. A decisão de implantar a fábrica em Manaus, em 1976, marcou uma virada estratégica que permitiu à companhia estruturar um sistema altamente integrado, reunindo fabricação de componentes, montagem final e desenvolvimento tecnológico em um único complexo industrial.

Arranjo produtivo impacta economia regional

A unidade mantém mais de nove mil empregos diretos e sustenta uma cadeia de aproximadamente 120 fornecedores, além de milhares de postos indiretos. O efeito multiplicador se estende por diferentes segmentos industriais e logísticos do estado do Amazonas, um grande reforço ao papel do polo como vetor de industrialização e renda.

A planta abriga ainda o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, dedicado a engenharia e inovação, onde equipes multidisciplinares trabalham em projetos e soluções voltadas à evolução dos modelos e dos processos fabris. Paralelamente, a empresa afirma operar com energia elétrica integralmente proveniente de fontes limpas e manter programas de gestão hídrica, conservação ambiental e redução de impacto industrial, iniciativas que integram a agenda de sustentabilidade corporativa e acompanham a expansão planejada para os próximos anos.

Com o maior portfólio do setor e presença nacional consolidada por mais de mil pontos de venda, a montadora segue na liderança do mercado brasileiro de motocicletas, posição sustentada por escala produtiva, capilaridade comercial e contínua atualização tecnológica.

Com informações da assessoria

 

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