Economia
Comércio amazonense cresce 0,6% em 2025, mas perde força no fim do ano
Estado ficou na 21ª posição no ranking nacional, revela pesquisa do IBGE
O comércio varejista do Amazonas encerrou o ano de 2025 com crescimento de 0,6% no volume de vendas, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13/02). O resultado ficou abaixo da média brasileira, que teve alta de 1,6%, colocando o estado na 21ª posição no ranking entre as unidades da Federação.
Em comunicado, o IBGE afirma que este resultado mostrou “que o varejo local enfrentou desafios mais severos para manter o ritmo de vendas do que o conjunto das demais unidades federativas.”
A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) revela que, mesmo com o saldo positivo no acumulado do ano, o varejo do Amazonas perdeu ritmo no fim de 2025. Em dezembro, o volume de vendas caiu 3,2% na comparação com novembro, a maior retração mensal desde março. Na comparação com o mesmo mês de 2024, o recuo foi de 1,5%, indicando enfraquecimento do consumo no encerramento do ano.
O resultado anual também confirma uma desaceleração em relação ao acumulado de 2024, quando o varejo amazonense havia crescido 4,8%. Na comparação nacional, os maiores avanços em 2025 foram no Amapá (8,5%), em Santa Catarina (5,9%) e na Paraíba (4,8%). Os piores desempenhos ficaram com Roraima (-2,7%), Tocantins (-2,5%) e Rio de Janeiro (-1,3%).
No comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, peças, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo — o Amazonas apresentou retração de 0,4% em dezembro frente ao mesmo mês do ano anterior, enquanto o Brasil avançou 2,8%. No acumulado de 2025, porém, o estado teve crescimento de 1,2%, acima da média nacional, que ficou em 0,1%.
Os dados da PMC são calculados com base na receita de empresas formalmente constituídas com 20 ou mais pessoas ocupadas e servem como um dos principais indicadores do nível de atividade do comércio no país.
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