Saúde
FVS aprova pesquisa sobre tecnologias no combate à tuberculose em indígenas do Amazonas
Projeto financiado pela Fapeam será desenvolvido por dois anos e busca aprimorar políticas públicas de saúde voltadas a comunidades indígenas urbanas
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) avança no fortalecimento da pesquisa em saúde pública com a aprovação de financiamento, pelo Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A proposta, intitulada “Implementação de tecnologias em inquérito de tuberculose em comunidades indígenas urbanas do Amazonas”, será coordenada pela servidora Lara Bezerra ao longo dos próximos dois anos.
Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a pesquisa tem como objetivo compreender as percepções de profissionais de saúde, gestores e comunidades indígenas sobre o uso de tecnologias inovadoras no diagnóstico e na vigilância da tuberculose. “Os dados devem subsidiar o aprimoramento de políticas públicas voltadas às populações indígenas e ao enfrentamento da tuberculose”, destacou.
Para a pesquisadora e coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose da FVS-RCP, Lara Bezerra, o apoio da Fapeam é fundamental para ampliar o olhar sobre a participação comunitária. “Essa pesquisa contribui para produzir evidências a partir da escuta das comunidades indígenas, promovendo reflexões que podem orientar protocolos e ampliar o acesso aos serviços de saúde, com foco na equidade”, afirmou.
Tecnologias e integração institucional

A tuberculose segue como um dos principais desafios de saúde pública no Amazonas, com altos índices de incidência e mortalidade, especialmente entre populações indígenas. O estudo será realizado em Manaus, por meio de uma integração interinstitucional que envolve pesquisadores da Fiocruz Bahia, do Instituto Monster, do Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias (IRPP) e da Fundação de Medicina Tropical – Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Entre as tecnologias utilizadas estão o raio-X portátil com suporte de inteligência artificial, o teste rápido molecular para tuberculose e o exame de interferon-gama (IGRA) para investigação da tuberculose latente. Também serão avaliadas a prevalência de tuberculose ativa, latente e subclínica, além de outras condições de saúde, como pressão arterial e glicemia.
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Questionários sobre saúde e insegurança alimentar, bem como a análise da composição corporal por bioimpedância, permitirão a realização de múltiplos exames em um único momento, diretamente nas comunidades. O estudo conta ainda com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Maria Emília.
Para a diretora de Ensino e Pesquisa da FVS-RCP, Luciana Fé, o projeto representa um avanço ao promover políticas públicas mais equitativas, fortalecer parcerias institucionais e posicionar o Amazonas como referência em estratégias inovadoras de enfrentamento da tuberculose. “Ao todo, oito pesquisadores da FVS-RCP integram equipes em três iniciativas aprovadas, reforçando nosso compromisso com a pesquisa em vigilância em saúde no território amazônico”, concluiu.
