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Produção de mamão cresce 12% no Amazonas enquanto Congresso avança em política nacional para o setor

O avanço da produção amazonense ocorre em meio a um movimento do Congresso para estruturar a cadeia produtiva nacionalmente

Divulgação

Os produtores de mamão do Amazonas viram a safra de 2025 aumentar 12% em relação ao ano anterior, chegando a 18,4 mil toneladas, de acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam). A evolução acontece no momento em que o Congresso avança na pauta de uma política nacional do mamão.

Em 2025, o número de agricultores familiares também deu um salto expressivo, passando de 1,8 mil para 2,4 mil – aumento de 27%.

A cultura do mamão no estado é desenvolvida predominantemente por agricultores familiares, tanto em áreas de várzea quanto de terra-firme, com destaque para a Região Metropolitana de Manaus. Nesses locais, o uso de sistemas de irrigação garante maior regularidade produtiva.

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Segundo estimativas do Idam, o município de Manacapuru liderou a produção da fruta em 2025, com aproximadamente 7 mil toneladas, seguido por Iranduba, com 2,5 mil toneladas, e Manaus, com 1 mil toneladas. Em seguida, aparecem Rio Preto da Eva e Coari, com 700 e 430 toneladas, respectivamente.

A produção estadual do mamão é destinada majoritariamente ao mercado interno, com foco no abastecimento dos próprios municípios produtores e da capital, Manaus, seu principal centro consumidor.

Discussão no Congresso Nacional

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1812/25, do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), que institui a Política Nacional de Produção de Mamão de Qualidade, voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva em todo o país.

A proposta apresenta diretrizes voltadas para crédito rural, assistência técnica e extensão rural, certificação de qualidade e origem, além de investimentos em pesquisa agropecuária, apoio à comercialização e seguro rural.

O texto também determina que o Governo Federal elabore um plano com metas e ações, incluindo o estímulo ao desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições climáticas e a garantia de conformidade do produto com os padrões de segurança alimentar.

Homenagem e tramitação

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O relator sugeriu que a futura norma receba o nome de “Lei Ermando Caliman”, em homenagem ao produtor capixaba, falecido em 2025, reconhecido como pioneiro no cultivo do mamão papaia e referência da fruticultura brasileira.

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O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.