Inovação
Cigás informa capacidade de fornecimento de gás natural para data centers no Amazonas
Empresa apresentou números de operação, rede de distribuição e investimentos previstos durante evento estadual sobre energia
Foto: Cigás Divulgação
A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) informou que possui estrutura para atender novos consumidores de grande porte, incluindo data centers, durante participação no seminário “Data centers no Amazonas – polo para data centers soberanos e sustentáveis”, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Mineração, Energia e Gás Natural (Semig).
No evento, a empresa apresentou dados operacionais relacionados à distribuição de gás natural no estado. A rede de distribuição soma aproximadamente 360 quilômetros e atende mais de 28 mil unidades consumidoras. O planejamento divulgado prevê investimentos de R$ 350 milhões até 2029 para ampliação da infraestrutura.
A Cigás informou que atua no fornecimento de gás natural para diferentes segmentos, incluindo geração termelétrica, indústria, comércio, residências, transporte veicular, autogeração e liquefação. Segundo o gerente de Comercialização e Marketing da companhia, João Salomão, o fornecimento ocorre de forma contínua para empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e para usinas termelétricas localizadas em Manaus e nos municípios de Anamã, Anori, Caapiranga, Coari e Codajás.
De acordo com os dados apresentados, o volume médio diário distribuído pela concessionária é de 5,6 milhões de metros cúbicos de gás natural. Com esse volume, a Cigás ocupa a terceira posição nacional entre as distribuidoras de gás canalizado, conforme informações da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).
Durante o painel “Energia firme, resiliente e de baixo impacto ambiental para indústria de data centers no Amazonas”, também foram apresentados dados sobre custos e impactos ambientais do uso do gás natural. A empresa informou que o combustível apresenta redução média de cerca de 50% em relação aos combustíveis líquidos.
Estudo publicado pela revista Energia na Amazônia, do Centro de Desenvolvimento Energético Amazônico (CDEAM), vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), aponta que a substituição de óleo combustível por gás natural na geração de energia elétrica evitou a emissão de aproximadamente 6,2 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) entre 2010 e 2023.
