Meio Ambiente
Em Manaus, novo aterro sanitário atinge 75% de execução
A obra está localizada no quilômetro 19 da rodovia AM-010 e integra o Plano Municipal de Resíduos Sólidos
O novo aterro sanitário de Manaus alcançou 75% de execução física da primeira célula e deve iniciar as operações em fevereiro de 2026, consolidando um avanço decisivo na política ambiental da capital. O empreendimento está localizado no quilômetro 19 da rodovia AM-010 e integra o Plano Municipal de Resíduos Sólidos.
A obra é executada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), conta com todas as licenças ambientais e utiliza tecnologias modernas de impermeabilização do solo, tratamento de resíduos e reaproveitamento de recursos, garantindo proteção ao meio ambiente e ao lençol freático.
Implantado em uma área de 67 hectares, o novo aterro sanitário será dividido em quatro células operacionais, com cerca de cinco hectares cada. Em plena operação, terá capacidade para receber até 2.600 toneladas de resíduos por dia, com vida útil estimada em 20 anos. A estrutura possui um sistema de proteção ambiental composto por quatro camadas de impermeabilização, incluindo geocomposto bentonítico, geomembrana de polietileno de alta densidade, geotêxtil e argila compactada.
O investimento no novo aterro é privado, realizado pelas empresas responsáveis pela limpeza urbana, enquanto a Prefeitura de Manaus mantém a propriedade e o controle da área. Paralelamente, um acordo firmado em abril de 2024 entre o município e o MP-AM estende o funcionamento do atual aterro controlado até 2028, garantindo uma transição segura até a plena operação do novo sistema.
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Além da destinação adequada dos resíduos sólidos, o projeto prevê a geração de energia limpa. O biogás produzido pela decomposição do lixo será convertido em biometano, com potencial para abastecer até 80 veículos por dia, entre caminhões coletores e parte da frota do transporte público, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O prefeito de Manaus, David Almeida, acompanhou o andamento das obras e destacou que o projeto representa a solução definitiva para um problema ambiental histórico, que se arrastava há mais de 40 anos no município. O novo aterro atende integralmente às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e o Poder Judiciário.
Com Informações da Prefeitura de Manaus
