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Programa prevê R$ 130 milhões para fortalecer cooperativas da Amazônia Legal

Iniciativa apoiada pelo Sebrae e pelo BNDES busca ampliar mercados para produtos como açaí, babaçu, cupuaçu e buriti

Foto: Felipe Santos da Rosa/Embrapa

Cooperativas extrativistas da Amazônia Legal terão participação direta na governança do Coopera+ Amazônia, programa executado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa busca fortalecer o cooperativismo, ampliar oportunidades de mercado e agregar valor a produtos da sociobiodiversidade.

Na quinta-feira (29), representantes de organizações extrativistas do Maranhão, Pará e Rondônia participaram de uma agenda na sede nacional do Sebrae, em Brasília. Na ocasião, Anderson Uruam Suruí, liderança indígena e presidente da Cooperativa Suruí de Desenvolvimento e Produção Agroflorestal Sustentável (Coopsur), de Rondônia, tomou posse como titular do Comitê de Governança do programa. Divina Lopes, da Cooperativa Mista dos Assentamentos de Reforma Agrária da Região Tocantina (Coomara), do Maranhão, assumiu como suplente.

A presença das cooperativas no comitê busca ampliar a participação das comunidades tradicionais e dos povos originários nas decisões do programa, aproximando a execução das ações das necessidades dos produtores locais.

Programa prevê apoio a 50 cooperativas

Com recursos do Fundo Amazônia, o Coopera+ Amazônia prevê investimentos de R$ 130 milhões para fortalecer 50 cooperativas nos estados do Amazonas, Acre, Maranhão, Pará e Rondônia. A expectativa é alcançar cerca de 6 mil famílias, o equivalente a aproximadamente 12 mil pessoas.

O programa tem como foco cadeias produtivas como as do babaçu, açaí, cupuaçu e buriti, com ações voltadas à inovação na gestão e na produção, ao acesso a novos mercados e ao fortalecimento da cultura cooperativista. A execução está prevista até 2030.

Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, a iniciativa busca combinar geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade, por meio da articulação entre cooperativas e instituições parceiras.

Para Anderson Uruam Suruí, o desafio é ampliar o valor comercial dos produtos desenvolvidos pelas comunidades indígenas sem deixar de lado a preservação ambiental e os conhecimentos tradicionais.

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Foto: Divulgação/Sebrae

Produção e conservação ambiental

O programa também pretende ampliar a capacidade das cooperativas de transformar matérias-primas da floresta em produtos com maior valor agregado. A estratégia busca fortalecer a presença dessas organizações no mercado e criar oportunidades econômicas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais.

Durante a cerimônia, Maria Domingas Marques, representante das mulheres extrativistas e integrante da Cooperativa das Quebradeiras de Coco Babaçu de Itapecuru-Mirim, no Maranhão, foi homenageada pelo trabalho em defesa da organização coletiva e da atividade extrativista.

A iniciativa reúne representantes de órgãos federais e entidades do cooperativismo, entre eles os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).