Economia
Tocantins adere a subsídio para conter alta do diesel
Subsídio de até R$ 1,20 por litro até maio busca reduzir impacto nos preços
Decisão foi anunciada pelo chefe do executivo, durante uma reunião com o secretário de Estado da Fazenda do Tocantins, Donizeth Silva, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas - Foto: Esequias Araújo/Governo do Tocantins
O Tocantins aderiu à medida emergencial do governo federal para conter a alta do preço do diesel, que prevê subsídio de até R$ 1,20 por litro do combustível importado até o fim de maio. O anúncio foi feito nesta terça-feira (31/3) pelo governador Wanderlei Barbosa.
O programa prevê subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, sendo R$ 0,60 custeados pela União e R$ 0,60 pelos estados. A iniciativa busca reduzir os impactos da elevação dos preços internacionais do combustível, influenciados por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A decisão foi anunciada após reunião com o secretário de Estado da Fazenda, Donizeth Silva, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas.
Segundo o governador, a adesão acompanha o entendimento dos estados e responde à necessidade de mitigar os efeitos da alta dos combustíveis. “Estamos atentos aos impactos que a alta dos combustíveis causa na economia e no dia a dia da população”, afirmou.

Secretário de Estado da Fazenda, Donizeth Silva-Foto: Esequias Araújo/Governo do Tocantins
O secretário Donizeth Silva destacou que a medida contribui para a estabilidade econômica e a proteção de setores estratégicos. “Essa iniciativa garante mais estabilidade para a economia do Tocantins e ajuda a proteger produtores e consumidores”, disse.
A proposta foi apresentada no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários estaduais da Fazenda, como alternativa a medidas envolvendo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Durante a reunião, ficou definido que a subvenção terá duração de dois meses, com limite de participação financeira dos estados. Também foi acordado que a cota dos entes que não aderirem não será redistribuída.
A alta do diesel tem impacto direto nos custos de produção, especialmente no agronegócio, além de afetar o transporte de cargas e os preços de produtos essenciais, como alimentos.
Com a adesão, o Tocantins busca reduzir os efeitos do aumento do combustível sobre o frete, contribuir para o controle da inflação e garantir melhores condições ao setor produtivo, sobretudo no período de escoamento da produção agrícola.
