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Suframa aponta necessidade de revisão do Plano Diretor de Manaus diante da expansão do Polo Industrial

Distrito Industrial está saturado e precisa de novas áreas para instalação de fábricas, aponta autarquia

Vista da bancada da Câmara Municipal de Manaus durante sessão | Divulgação

O avanço da atividade industrial em Manaus voltou a colocar em debate a necessidade de atualização do Plano Diretor da cidade. Durante participação na Tribuna Popular da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta quarta-feira (11/3), o superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, afirmou que a atual configuração urbana já não acompanha o ritmo de expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Segundo Saraiva, o Distrito Industrial apresenta limitações para receber novos empreendimentos. “O distrito industrial, concebido na década de 1970, encontra-se saturado. Precisamos oferecer alternativas para a instalação de novas fábricas e acompanhar o crescimento da cidade”, afirmou.

A manifestação ocorreu durante sessão realizada no auditório da Câmara Municipal, no bairro São Raimundo, zona Oeste da capital, como parte das atividades em comemoração aos 59 anos da Zona Franca de Manaus (ZFM). Na ocasião, o superintendente apresentou aos vereadores indicadores recentes do desempenho industrial.

De acordo com dados apresentados pela Suframa, o Polo Industrial de Manaus registrou faturamento de R$ 227,7 bilhões e aumento do emprego formal, que passou de 109 mil para 132 mil trabalhadores diretos nos últimos anos.

Atualmente, segundo a Suframa, o PIM reúne 553 fábricas em operação e outras 195 em fase de instalação. Além disso, 94 novos projetos industriais devem ser analisados na próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS).

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Bosco Saraiva, superintendente da Suframa

Para o superintendente, a manutenção das vantagens comparativas da Zona Franca no texto da reforma tributária contribuiu para ampliar a segurança jurídica do modelo e reforçar a confiança de investidores.

Saraiva também mencionou que o crescimento da atividade industrial exige maior atenção à qualificação da mão de obra e ao planejamento urbano da capital. Segundo ele, a revisão do Plano Diretor é necessária para viabilizar novas áreas destinadas à instalação de empreendimentos industriais e acompanhar a expansão econômica da cidade.

A participação da Suframa na Tribuna Popular ocorreu a convite do vereador Rosivaldo Cordovil. A sessão também marcou o reconhecimento da Câmara Municipal aos 59 anos da autarquia federal, criada em 28 de fevereiro de 1967.

Ao final da apresentação, Saraiva ressaltou que a segurança jurídica assegurada ao modelo da Zona Franca até 2073 abre perspectivas para novos ciclos de investimento e desenvolvimento regional.

Também participaram da sessão representantes da Suframa, entre eles o superintendente-adjunto executivo, Luiz Frederico Aguiar; o superintendente-adjunto de Projetos, Leopoldo Montenegro; o superintendente-adjunto de Administração, Carlito Sobrinho; o superintendente-adjunto substituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, Waldenir Vieira; e a superintendente-adjunta de Operações, Maria de Jesus Lins Guimarães.

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Vista aérea do Polo Industrial de Manaus, destacando fábricas, indústrias e infraestrutura que compõem a Zona Franca de Manaus Foto: Suframa