Indústria
Suframa projeta R$ 240 bilhões no PIM em 2026 após ano recorde
Estimativa do novo superintendente indica alta de 5,4% sobre 2025
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) projeta faturamento de cerca de R$ 240 bilhões para o Polo Industrial de Manaus (PIM) em 2026, após o resultado recorde registrado no ano passado.
Se confirmado, o desempenho representa crescimento de aproximadamente 5,4% em relação aos R$ 227,7 bilhões faturados em 2025, quando o polo também atingiu o maior nível de empregos diretos da série, com quase 133 mil trabalhadores.
A estimativa é do superintendente Leopoldo Montenegro, com base nos primeiros indicadores de atividade industrial deste ano.
No final de março, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) deu aval a 83 projetos industriais e de serviços que somam R$ 1,17 bilhão em investimentos. O faturamento estimado é de R$ 7,29 bilhões, com potencial de geração de 2.880 novos empregos.
Do total aprovado, 38 projetos são de implantação, ou seja, novas empresas, com previsão de R$ 726,57 milhões em aportes e 1.931 vagas. Outros 45 projetos envolvem diversificação, ampliação e atualização de plantas já existentes, somando R$ 449,56 milhões e 949 novos postos de trabalho.
O superintendente afirma que o avanço da automação não tem reduzido o volume de empregos no polo, mas alterado o perfil das funções. “Mesmo com fábricas cada vez mais automatizadas, a Zona Franca bateu recorde de emprego direto. Isso mostra que o trabalhador não está sendo excluído, mas reposicionado para novas funções, com mais exigência técnica e intelectual”, disse.
Gargalos para o crescimento
A aprovação do pacote de investimentos, na última reunião do CAS, reforçou o momento de retomada do Polo Industrial de Manaus. Por outro lado, também escancara um gargalo estrutural: a falta de áreas disponíveis para atender à crescente demanda de empresas interessadas em se instalar na capital amazonense.
Na ocasião da reunião, Leopoldo Montenegro explicou que o modelo atual de cessão de lotes, baseado em licitações realizadas a cada dois anos, tem limitado a chegada de novos empreendimentos. Na prática, isso cria uma fila de espera.
A última licitação ocorreu em 2025, e a próxima só deve acontecer em 2027. “Hoje, mais de 60 empresas demonstram interesse em se instalar em Manaus, mas a capacidade imediata de atendimento gira em torno de 40. Precisamos de um procedimento mais dinâmico, mais célere, para que possamos fazer essa cessão de lotes”, frisou.
