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Fabricantes de relógio no PIM já faturam 28% a mais em 2025

Com US$ 259 milhões até outubro, setor supera todo faturamento de 2024

Foto: Divulgação/Orient

O setor relojoeiro instalado no Polo Industrial de Manaus (PIM) já tem o que comemorar em 2025. Em dez meses, as fabricantes de relógios já superaram todo o faturamento registrado em 2024.

Os dados são da Superintendência da Zona Franca de Manaus. De janeiro a outubro deste ano, o faturamento do setor alcançou US$ 259 milhões, superando os US$ 255 milhões de todo o ano de 2024.

Quando comparado aos mesmos dez meses de 2024, o crescimento chega a 28%. O desempenho representa um crescimento de 28% na comparação com o período de janeiro a outubro do ano passado, quando o faturamento foi de US$ 210 milhões.

Os números reforçam uma trajetória consistente de expansão. Nos últimos cinco anos, o faturamento do setor cresceu 44%. Em 2020, as fabricantes de relógios instaladas no PIM faturaram US$ 180 milhões. Já em 2025, ainda há expectativa com os dados de novembro e dezembro.

Moda e status

De acordo com a análise do economista Diego Gonçalves, o desempenho do setor em 2025 é sustentado por mudanças estruturais na forma como o produto é percebido pelo consumidor.

“O relógio de pulso deixou de ser apenas um marcador de horas para se consolidar como um acessório de moda e status. Essa mudança de percepção permite que as empresas lancem coleções alinhadas às tendências globais, sustentando a demanda mesmo em um mundo digital”, explica Diego.

 

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O economista destacou ainda que a presença de marcas globais produzidas localmente contribuiu para ampliar a competitividade da indústria relojoeira no Polo Industrial de Manaus, tanto no mercado interno quanto no externo.

“A presença de grandes marcas internacionais no PIM, como Guess, Puma e Speedo, aliada a marcas consolidadas como Magnum e Mondaine, demonstra a confiança na qualidade da mão de obra amazonense”, afirma.

Emprego e renda

Além do desempenho financeiro, o avanço do setor também se reflete na geração de empregos. A mão de obra ocupada direta, sem considerar terceirizados e trabalhadores temporários, cresceu 14,3% em 2025 na comparação com o ano passado. O número de trabalhadores passou de aproximadamente 2,3 mil para 2,7 mil pessoas.

 

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Diego Gonçalves ressaltou que, diferente de outros segmentos industriais mais automatizados, a indústria relojoeira mantém um caráter predominantemente manual, o que faz com que o crescimento da produção tenha impacto direto na ampliação dos postos de trabalho.

“A montagem manual garante não apenas a precisão e o valor intrínseco do produto, mas também faz com que o crescimento do faturamento reverbere diretamente na manutenção e criação de empregos”, avalia.

Destaque nacional

Atualmente, o Polo Industrial de Manaus concentra diversos fabricantes do segmento relojoeiro, responsáveis por abastecer tanto o mercado nacional quanto parte do mercado externo.

A presença dessas indústrias consolida Manaus como um dos principais polos de produção de relógios do país, com impacto direto na economia local e na cadeia de fornecedores.

Na avaliação do economista, o desempenho registrado em 2025 também indica uma redefinição do papel do setor dentro da economia do Amazonas, especialmente pela capacidade de manter relevância ao longo de décadas e gerar impacto social.

“O setor sinaliza que o Amazonas é um polo de produção de excelência, capaz de competir globalmente não apenas por incentivos fiscais, mas pela perícia técnica de sua produção artesanal”, conclui Diego Gonçalves.

Com o ano ainda em andamento e a consolidação dos dados de novembro e dezembro pendentes, a expectativa é de que 2025 seja encerrado com um novo recorde histórico de faturamento. O resultado reforça a relevância do setor relojoeiro para a economia do Amazonas e para o desempenho industrial da Zona Franca de Manaus.