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Produção industrial do Amazonas em abril reduz 0,8%

Indústria amazonense apresentou variação de -0,8% em relação ao mês de março

Foto: Divulgação

Em abril, a indústria amazonense apresentou variação de -0,8% em relação ao mês de março. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação foi de 4,2%. A variação acumulada no ano foi de -3,5%, enquanto a variação acumulada em 12 meses ficou em -0,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, Produção Física (PIM-PF), divulgada hoje, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Variação mês/mês anterior

Na passagem de março para abril, a produção industrial Amazonense teve variação de -0,8%, uma queda de 3,2 pontos percentuais (p. p.) em relação ao registrado em março, enquanto a média nacional ficou em 0,7% Essa foi a primeira variação negativa registrada pelo Amazonas no índice em 2026.

Com o resultado, o estado ficou entre as cinco Unidades da Federação que apresentaram variações negativas em abril e figurou na 10ª posição do ranking nacional. Os estados com os melhores resultados foram Bahia (3%), Ceará (2,3%) e Minas Gerais (2,1%), enquanto o estados de Mato Grosso (-5,2%), Pará (-5%) e Pernambuco (-3,6%) registraram os piores resultados.

Variação interanual

No índice que compara o mês corrente com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial do Estado teve variação de -4,2%, um resultado bem abaixo da média nacional (2,7%) e que contrasta com a variação registrada em março de 3,8%. O estado volta a registrar queda na produção industrial após o mês de março interromper a sequência de resultados negativos que estado vinha registrando desde novembro.

O resultado no índice colocou o Amazonas na 15ª posição do ranking nacional, à frente apenas de Rio Grande do Norte (-13,6%) e Maranhão (-5,4%). As Unidades da Federação com os melhores resultados no índice foram os estados de Espírito Santo (32,9%), Rio de Janeiro (10,1%) e Goiás (6,2%).

Variação acumulada no ano

No índice que mede a variação acumulada desde janeiro, o Amazonas registrou -3,5%, enquanto a variação nacional foi de 1,7%. O resultado amplia a variação negativa registrada em março (-3,3%) e se torna a quarta variação negativa consecutiva no índice registrada pelo Amazonas.

O estado figurou na 13ª posição do ranking nacional. As Unidades da Federação de Espírito Santo (25,3%), Pernambuco (19,7%) e Mato Grosso do Sul (8%) apresentaram os melhores resultados acumulados, enquanto Rio Grande do Norte (-17,9%), Bahia (-4,6%) e Maranhão (-4,5%) apresentaram as maiores variação acumuladas negativas.

Variação acumulada em 12 meses

No índice que mede a variação acumulada em 12 meses, o Amazonas registrou -0,7% de variação, um leve decréscimo em relação à variação acumulada até março (0%), enquanto a variação nacional foi de 0,7%. A variação registrada pelo estado demonstra que a produção industrial do período diminuiu em relação ao período de 12 meses anterior.

As Unidades da Federação de Espírito Santo (21,9%), Pernambuco (7,3%) e Rio de Janeiro (6,9%) apresentaram os melhores resultados acumulados em 12 meses, enquanto Rio Grande do Norte (-12,4%), Mato Grosso do Sul (-9,6%) e Mato Grosso (-5,4%) apresentaram os piores resultados acumulados. O estado ficou na 8ª posição do ranking nacional. Ao todo, 10 das 17 Unidades da Federação pesquisadas apresentaram resultados acumulados negativos.

Produção física por atividades industriais

A fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis foi a atividade que apresentou o maior crescimento em março, com 24,4%, seguida por fabricação de bebidas, com 9,2% e fabricação de produtos de borracha e de material plástico, com 8,6%. Das 11 atividades industriais pesquisadas, 6 registraram quedas em março. As atividades com as maiores reduções foram fabricação de máquinas e equipamentos, com -53,1%; fabricação de produtos químicos, com -32,8%, e fabricação de produtos diversos, com -15,2%.

Média Móvel

A média móvel trimestral da produção industrial no Amazonas ficou em 1,2%, quase metade da média móvel trimestral nacional registrada em março (2,1%). A média móvel trimestral nacional ficou em 0,7%.