Indústria
Polo Industrial de Manaus atinge R$ 142,9 bilhões no acumulado de julho e supera 132 mil empregos
Dados da Suframa mostram alta em brinquedos e bebidas e mais de 132 mil postos ativos no Polo de Manaus
Foto: Divulgação
O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou um faturamento acumulado de R$ 142,98 bilhões (equivalente a US$ 27,71 bilhões) de janeiro a julho, conforme os dados oficiais divulgados pelo sistema Suframa.
No campo da empregabilidade, o PIM manteve médias expressivas, registrando 131.197 postos diretos no acumulado dos sete primeiros meses do ano. Somente em julho, a força de trabalho efetiva, temporária e terceirizada atingiu a marca de 132.596 trabalhadores na Zona Franca de Manaus.
Destaques por Segmentos e Produtos
A matriz de faturamento global do parque fabril seguiu liderada pelo subsetor de Bens de Informática, que respondeu por 21,86% da receita total. Na sequência, destacaram-se os segmentos de Duas Rodas (19,77%), Eletroeletrônico (15,43%), Químico (10,91%), Termoplástico (10,67%), Metalúrgico (8,92%) e Mecânico (6,57%).
Em termos de expansão percentual no acumulado, o destaque absoluto ficou com o setor de brinquedos, que disparou 46,97%. O subsetor de bebidas também registrou forte alta, com crescimento de 37,07%, seguido pelo segmento termoplástico, que avançou 32,19%.
Na linha de produção física, os volumes acompanham o ritmo de alta:
- Motocicletas, motonetas e ciclomotores: 1.359.120 unidades fabricadas.
- Telefones celulares: 7.154.014 unidades produzidas (alta de 8,67%).
- Fornos micro-ondas: 3.187.933 unidades (crescimento de 14,28%).
- Home theaters: 29.694 unidades (avanço de 23,42%).
Visão Estratégica
Para o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os números refletem a resiliência e a capacidade de reinvenção do modelo de desenvolvimento regional.
“Os números mostram um Polo Industrial de Manaus cada vez mais forte, competitivo e preparado para novos ciclos de crescimento. Estamos falando de mais de R$ 142 bilhões em faturamento, com mais de 132 mil trabalhadores diretamente empregados em julho e uma produção que avança em diferentes segmentos”, avaliou Montenegro.
O dirigente ressaltou ainda que a autarquia federal atua de forma contínua para atrair novos capitais, desburocratizar processos e ampliar a infraestrutura de suporte à indústria. “Fortalecer o PIM significa gerar emprego, renda, tecnologia e oportunidades na Amazônia e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento e a competitividade do Brasil”, concluiu.

