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Uso do Pix cresce 25,7% e movimenta mais de R$ 35 trilhões em 2025

Relatório do Banco Central destaca avanço das transações para pessoas jurídicas e ganhos de eficiência no fluxo de caixa das empresas

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O uso do Pix como principal ferramenta de pagamento no país segue em ritmo acelerado e consolida a digitalização das transações comerciais. Segundo dados do Relatório de Gestão do Pix, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, o volume de operações via sistema cresceu 25,7% em 2025 na comparação com o ano anterior, registrando cerca de 80 bilhões de transações. Em termos financeiros, a movimentação subiu 33,8%, ultrapassando a marca dos R$ 35 trilhões.

A publicação aponta uma mudança estrutural na dinâmica do serviço. Criado em 2020 majoritariamente para transferências entre pessoas físicas, o Pix se consolidou como ferramenta indispensável para o setor produtivo e de comércio de bens e serviços. Em 2025, 43% do total de transações foram realizadas de pessoas físicas para pessoas jurídicas, um avanço expressivo de 37 pontos percentuais em relação ao ano de lançamento da tecnologia.

De acordo com a autoridade monetária, essa migração reflete a maturidade do sistema no ecossistema de negócios. A maioria das operações continua concentrada em valores de menor porte: no acumulado geral, 71% de todas as transações ficaram abaixo de R$ 100. Nas transferências direcionadas a empresas, 76% do volume ocorreu em compras de até R$ 60, enquanto apenas 8% superaram a faixa de R$ 200. Já no fluxo individual entre pessoas físicas, 59% das operações ocorreram na faixa de até R$ 60.

O avanço na preferência do consumidor traz reflexos diretos na eficiência operacional do setor produtivo e do varejo, ao reduzir custos operacionais, garantir o recebimento imediato de capital de giro e facilitar a gestão financeira das empresas. O Banco Central reforça que o Pix assumiu a função de Infraestrutura Pública Digital, desempenhando o papel anteriormente ocupado pelo dinheiro em espécie, garantindo maior inclusão financeira e otimizando o fluxo de caixa do ecossistema fabril e comercial em todo o país.