Economia
Petróleo fecha em queda e encerra ano com maior baixa porcentual desde 2020
Brent para março teve baixa de 0,78%, a US$ 60,85 o barril; WTI para fevereiro fechou em queda de 0,91%, a US$ 57,42 o barril
O petróleo encerrou a última sessão de 2025 em queda nesta quarta-feira (31/12), pressionado principalmente pelas expectativas em torno do aumento da oferta global. O mercado acompanha o desmantelamento gradual dos cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), além do crescimento da produção em países fora do bloco.
O barril do WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), caiu 0,91% (US$ 0,53), fechando a US$ 57,42. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,78% (US$ 0,48), a US$ 60,85 o barril.
No acumulado de 2025, o WTI registrou queda de 19,9%, o maior recuo percentual desde 2020, enquanto o Brent cedeu cerca de 14,3% no ano. No mês, o WTI caiu aproximadamente 1,4% e o Brent recuou perto de 3,2%.
Apesar das tensões geopolíticas, que normalmente sustentam os preços, como o conflito entre Rússia e Ucrânia e as incertezas na relação entre Estados Unidos e Venezuela, esses fatores não foram suficientes para conter as perdas nesta sessão.
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Dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE) mostraram queda de 1,934 milhão de barris nos estoques de petróleo, contrariando a expectativa de alta. Em contrapartida, os estoques de gasolina e destilados avançaram acima do previsto.
O mercado agora aguarda os desdobramentos da reunião da Opep+, marcada para o dia 4 de janeiro. Segundo a Bloomberg, o bloco deve manter a pausa nos cortes de produção diante das preocupações com excesso de oferta no mercado global.
Com informações da Eixos
