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Petrobras só poderá retomar perfuração na Foz do Amazonas após autorização da Agência Nacional do Petróleo

A paralisação ocorreu após um vazamento de fluido de perfuração registrado no último domingo

ODN II, navio-sonda da Forese contratado pela Petrobras (Foto: Divulgação)

A retomada das atividades da Petrobras no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, dependerá de autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A paralisação ocorreu após um vazamento de fluido de perfuração registrado no domingo (4/1), durante operações realizadas pela sonda ODN II (NS-42).

De acordo com informações encaminhadas à agência reguladora, foram descarregados 18.440 litros de fluido sintético de perfuração a cerca de 2.700 metros de profundidade, a partir da linha de booster conectada ao sistema de perfuração. O vazamento foi identificado após a atuação de um robô subaquático, acionado para inspecionar a coluna de riser, o que levou à interrupção imediata das atividades.

Apesar de a Petrobras afirmar que o fluido atende aos limites de toxicidade permitidos pela legislação e possui caráter biodegradável, a Agência Nacional do Petróleo classificou o episódio como um evento com potencial risco à saúde humana e ao meio ambiente. A causa do incidente ainda está sob investigação.

Avaliação técnica

A Petrobras comunicou o ocorrido à agência reguladora dentro do prazo de quatro horas previsto nas normas e informou ter isolado as linhas envolvidas no vazamento. Segundo a empresa, não há danos estruturais à sonda nem ao poço, que permanece revestido e isolado da formação geológica.

Equipes técnicas da Petrobras e da Superintendência de Segurança Operacional da Agência Nacional do Petróleo se reuniram por videoconferência para discutir o caso. A companhia tem até o dia 6 de fevereiro para apresentar um diagnóstico inicial das falhas identificadas. Somente após a análise desse relatório e da avaliação dos impactos sobre a atividade de perfuração é que a eventual retomada das operações poderá ser autorizada.

O incidente também está sendo acompanhado pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação, que reúne a Agência Nacional do Petróleo, a Marinha do Brasil e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

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Com informações da Eixos