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Pessimismo na indústria cai para 25 setores em agosto, aponta CNI

Levantamento do Índice de Confiança aponta que empresários de apenas 4 segmentos mostram otimismo 

Foto: Shutterstock

O número de setores industriais pessimistas caiu de 26 para 25 no mês de agosto, apontam os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados nesta quarta-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com otimismo registrado em apenas quatro segmentos pelo empresários.

O levantamento aponta que o pessimismo aumentou entre os empresários das médias e das grandes indústrias. O ICEI de ambos os portes caiu 0,3 e 0,4 ponto, para 46 e 47,6 pontos, respectivamente.

Já entre as pequenas, o índice aumentou 0,6 ponto, chegando a 46,8 pontos, mas ainda em patamar de falta de confiança.

“A pesquisa reforça esse estado de falta de confiança para o recorte setorial, os portes e as regiões do país. O Índice de Confiança, como um todo, avançou na passagem de julho para agosto de 2026, mas segue mostrando um estado de pessimismo há 20 meses consecutivos. Isso pode estar relacionado à imposição das tarifas adicionais por parte dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros, impactando as empresas exportadoras”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

Índice cai na maioria dos setores, mas pessimismo está menos disseminado

Em relação a julho, o ICEI caiu em 16 dos 29 setores da indústria. Em um segmento — perfumaria, limpeza e higiene pessoal — a queda foi suficiente para que levar o índice abaixo da linha divisória de 50 pontos, sinalizando falta de confiança dos empresários.

Por outro lado, o ICEI subiu em 13 segmentos. Em dois deles — impressão e reprodução e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos — a alta fez com que o indicador ultrapassasse a linha divisória e passasse a refletir a confiança dos empresários.

Centro-Oeste volta a demonstrar pessimismo

Na região Centro-Oeste, o Índice de Confiança recuou meio ponto e fechou o mês de agosto em 49,9 pontos. Diante disso, os empresários da região se juntaram aos industriais o Sul, Sudeste e Norte, demonstrando pessimismo.

No Sul, o indicador caiu 1,7 ponto, para 42,8 pontos, o que aprofundou a falta de confiança entre os empresários. No Sudeste, o índice até subiu — alta de 0,6 ponto, para 46,3 pontos —, mas não reverteu o quadro de pessimismo. No Norte, por sua vez, a falta de confiança se aprofundou depois do recuo de 0,6 ponto, que levou o ICEI a 48 pontos.

Na região Nordeste se isolou como a única a apresentar otimismo, com alta de 0,3 pontos no ICEI, alcançando 51,1 pontos.