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No Pará, novas unidades de conservação municipais impulsionam economia e sustentabilidade

Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) apoia diretamente sete unidades de conservação no estado

Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

O Pará tem dado saltos expressivos na política ambiental descentralizada com a criação e o fortalecimento de unidades de conservação (UCs) municipais, que passaram a aliar a preservação da natureza à valorização cultural e à geração de renda. Com apoio técnico do governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), esses espaços passaram a integrar de forma mais ativa o desenvolvimento sustentável das economias locais, especialmente na área do ecoturismo.

A Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio), do Ideflor, apoiou diretamente sete UCs municipais em Salvaterra, Concórdia do Pará, São João de Pirabas, Bujaru, Igarapé-Açu, Igarapé-Miri e Jacareacanga, alcançando diversas regiões, do Marajó ao Sudoeste. O trabalho envolveu assessoria técnica, orientação legal e fortalecimento institucional das gestões municipais, ampliando a presença da política ambiental nos territórios.

Em 2025, três UCs foram oficialmente criadas. Em Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, o Bosque Municipal Mata do Bacurizal e a UC Lago Caraparu, e no município de Concórdia do Pará, nordeste paraense, o Bosque Municipal Pedro Desingrini. As novas áreas passaram a proteger fragmentos importantes de vegetação nativa, recursos hídricos e paisagens naturais, além de abrir possibilidades para o turismo de base comunitária.

Apoio técnico

Como parte do suporte aos municípios, o Ideflor-Bio também publicou o Roteiro e Orientações para a Criação de Unidades de Conservação da Natureza Municipais no Estado do Pará, instrumento que organiza procedimentos técnicos e legais, e facilita a adesão dos municípios à política estadual de conservação ambiental. A medida busca padronizar processos e estimular a criação de áreas protegidas no âmbito municipal.

A analista ambiental do Ideflor-Bio, Jocilete Freitas, ressalta que o fortalecimento das UCs municipais representa um passo estratégico para integrar os 144 municípios do Pará às políticas estaduais de sustentabilidade. Segundo ela, esses espaços contribuem diretamente para a adaptação às mudanças climáticas, à preservação da fauna e da flora, e à conservação de nascentes e rios, além de incentivarem a sensibilização ambiental entre as comunidades.

Proteção Ambiental

Atualmente, o Pará conta com 42 Unidades de Conservação da Natureza Municipais, sendo 19 do grupo de Proteção Integral e 23 de Uso Sustentável, que juntas somam 88.019,89 hectares de áreas protegidas sob gestão municipal.

 

Pará

 

Jocilete Freitas destaca ainda que há perspectivas concretas de ampliação desse número nos próximos anos, com apoio a mais de 50 municípios interessados em criar suas próprias áreas protegidas.

De acordo com o Ideflor, esse avanço é impulsionado pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação (Seuc), que introduz a categoria de manejo “Bosque Municipal”. A modalidade contempla áreas públicas de menor extensão, com presença de vegetação nativa ou em recuperação, localizadas dentro ou no entorno das sedes urbanas, vilas e áreas de fácil acesso. Para o Instituto, a categoria abre caminho para a criação de novas áreas verdes urbanas e periurbanas em todo o Estado.

Ecoturismo e economia

Em Salvaterra, os impactos positivos já começam a ser percebidos. O secretário municipal de Meio Ambiente, Igor Barros, informa que o Bosque Municipal Mata do Bacurizal tem papel estratégico na movimentação do ecoturismo e da economia local. “Salvaterra é próximo de Belém, e possui uma cultura rica. O Bosque permite que moradores e visitantes observem fenômenos naturais da Baía do Marajó, como a influência das águas do Atlântico no verão, e do Rio Amazonas no inverno”, acrescenta o secretário.

O Ideflor-Bio destaca que as Unidades de Conservação Municipais vêm se consolidando como instrumentos eficazes de preservação ambiental e desenvolvimento econômico no Pará. Para o presidente do Instituto, Nilson Pinto, ao aproximar a gestão ambiental do cotidiano das cidades o Pará fortalece a proteção do patrimônio natural e cria oportunidades de renda e valorização cultural para as populações locais.

Com informações da Agência Pará