Indústria
Pará reforça protagonismo da mineração brasileira em convenção mundial no Canadá
Fiepa e Simineral participam da PDAC 2026 e destacam potencial do estado para atrair investimentos e ampliar produção de minerais estratégicos
A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e o Sindicato das Indústrias Minerárias do Estado do Pará (Simineral) participaram da Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC 2026) realizada em Toronto, integrando a delegação brasileira na maior convenção mundial da mineração.
Segundo Alex Carvalho, presidente da Fiepa, a presença da entidade no evento é estratégica para consolidar o posicionamento do Pará no cenário internacional.
“Estar na PDAC é fundamental para defender os interesses do Pará e fortalecer conexões com investidores. É igualmente importante destacar a participação das indústrias mineradoras que representam o nosso Estado, em especial a Vale, que tem papel decisivo na projeção internacional do Pará e do Brasil nessa nova agenda global dos minerais críticos”, destacou Carvalho.

Foto: Divulgação/Fiepa
Durante palestra no evento, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que o Brasil vive um momento singular na mineração, com condições favoráveis para assumir posição estratégica na cadeia global de minerais críticos. A empresa anunciou cerca de R$ 20 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos em seu pipeline de cobre, com perspectiva de praticamente dobrar a produção até 2035.
Grande parte dessa expansão está concentrada em Carajás, no Pará, onde já operam minas como Salobo e Sossego, com foco em minério de ferro de alta qualidade, cobre e níquel — minerais essenciais para a transição energética, a eletrificação da economia e a redução de emissões na cadeia produtiva.
A edição 2026 da Prospectors & Developers Association of Canada também foi marcada pelo anúncio do governo canadense de investimentos de US$ 8,9 bilhões em novos projetos de minerais críticos. Nesse cenário, o Brasil apresentou um portfólio com mais de 30 projetos estimados em US$ 5,5 bilhões, além de um mapa detalhado do potencial de minerais críticos elaborado pelo Serviço Geológico Brasileiro, buscando atrair investidores e consolidar o país como alternativa relevante no fornecimento global.
Para Alex Carvalho, a mensagem deixada em Toronto é clara: “O Brasil tem recursos, escala e capacidade técnica para liderar uma nova fase da mineração global — e o Pará está no centro dessa agenda estratégica, com potencial para transformar competitividade mineral em desenvolvimento industrial sustentável.”
O presidente executivo do Simineral, Emerson Rocha, avaliou que a participação da entidade na PDAC 2026 foi extremamente produtiva e reforçou o posicionamento do Pará no cenário global da mineração. Segundo ele, o Estado, hoje o principal produtor mineral do Brasil, teve a oportunidade de demonstrar, no Canadá, que a mineração desenvolvida na Amazônia pode ser referência mundial não apenas em volume de produção, mas também em responsabilidade ambiental, inovação e contribuição para a transição energética.
Emerson destacou ainda que, ao longo da programação, foram realizadas agendas estratégicas com empresas que já atuam no Pará e em outros países, além de investidores internacionais e representantes de governos, para discutir oportunidades, novos investimentos, expansão de projetos e fortalecimento da cadeia produtiva de minerais estratégicos.
“O objetivo foi claro: defender uma agenda de desenvolvimento para a mineração paraense e posicionar o Estado não apenas como líder nacional, mas como uma das grandes referências globais na produção responsável de minerais essenciais para o futuro da economia mundial.”, enfatizou o presidente.
Com informações da Fiepa
