Sete estados brasileiros registraram crescimento industrial acima da média nacional em 2025, que foi de 0,6%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada nesta terça-feira (10/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre eles, o Pará se destacou como o principal resultado positivo da Região Norte.
O estado paraense teve avanço de 0,8% na produção industrial, superando a média nacional e figurando entre os desempenhos positivos do país. O resultado coloca o Pará como o único representante da Região Norte entre os estados com crescimento acima da média.
No cenário nacional, os maiores destaques foram o Espírito Santo, com expansão de 11,6%, e o Rio de Janeiro, com alta de 5,1%. Também cresceram acima da média Santa Catarina (3,2%), Rio Grande do Sul (2,4%), Goiás (2,4%) e Minas Gerais (1,3%).
Segundo o analista do IBGE Bernardo Almeida, o desempenho do Rio de Janeiro e do Espírito Santo foi impulsionado principalmente pelo setor extrativo, com aumento na produção de petróleo, gás natural e minério de ferro.
No Norte, o resultado positivo do Pará reforça a importância do setor mineral e das atividades extrativas para a economia regional, que continuam sendo os principais motores da indústria local.
Apesar dos avanços em alguns estados, outros registraram crescimento abaixo da média nacional, como Bahia (0,3%), Paraná (0,3%) e Amazonas (0,1%). O desempenho mais fraco no Amazonas indica estabilidade na produção industrial ao longo de 2025.
O levantamento do IBGE acompanha o desempenho de 18 localidades, incluindo 17 unidades da federação com participação mínima de 0,5% na produção industrial do país e a região Nordeste como um todo.
Entre os resultados negativos, o destaque foi a queda em São Paulo (-2,2%), estado que concentra cerca de um terço da produção industrial brasileira. O recuo exerceu a maior pressão negativa sobre o resultado nacional, principalmente por causa da redução na produção de derivados de petróleo e do setor farmacêutico.
Também tiveram quedas relevantes estados como Pernambuco (-3,8%), Maranhão (-5,1%), Mato Grosso (-5,8%), Rio Grande do Norte (-11,6%) e Mato Grosso do Sul (-12,9%), afetados principalmente pelo desempenho do setor de combustíveis e biocombustíveis.
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