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Pará, Acre e Amazonas registram os menores rendimentos da região Norte em 2025

Roraima foi o estado que apresentou o melhor desempenho da região

Foto: Divulgação

Estados da região Norte seguem abaixo da média nacional de rendimento em 2025. Dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Amazonas, Acre e Pará registraram os menores índices de rendimento médio mensal real entre os estados nortistas.

O rendimento médio mensal real da população residente com rendimento no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025. Na região Norte, a média foi de R$ 2.572, a segunda menor entre as grandes regiões do país, ficando à frente apenas do Nordeste.

O indicador considera a média da renda recebida pela população com algum tipo de rendimento, incluindo salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, já descontados os efeitos da inflação.

Entre os estados do Norte, o Amazonas registrou rendimento médio de R$ 2.527, enquanto o Acre teve R$ 2.438 e o Pará apresentou o menor valor da região, com R$ 2.347.

A média conjunta dos três estados ficou em R$ 2.437, valor R$ 930 abaixo da média nacional.

Os números também revelam distância significativa em relação aos estados com melhor desempenho do país. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com rendimento médio de R$ 6.492, seguido de São Paulo, com R$ 4.106, e Rio de Janeiro, com R$ 4.039.

Mesmo sendo o estado com maior rendimento da região Norte, Roraima registrou R$ 3.183, valor ainda inferior à média nacional.

No ranking nacional, Roraima aparece na 11ª posição, seguido por Rondônia (13ª), Tocantins (14ª), Amapá (15ª), Amazonas (18ª), Acre (19ª) e Pará (23ª).

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Mesmo com um dos maiores polos industriais do país, o Amazonas ainda enfrenta dificuldades para transformar crescimento econômico em distribuição efetiva de renda.

De acordo com Adjalma Nogueira, supervisor de informação do IBGE no Amazonas, o comportamento da renda já vinha apresentando oscilações nos últimos anos.

“Regionalmente, o Amazonas teve uma queda expressiva entre 2012 e 2025. Quando analisamos os tipos de rendimento, vemos que o trabalho teve queda, enquanto os programas sociais aumentaram significativamente”, destacou.

Levantamentos do IBGE também mostram que a participação dos programas sociais na composição do rendimento domiciliar per capita no Amazonas passou de 3,2% em 2012 para 8,5% em 2025.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).