Economia
Norte abre mais de 10 mil vagas em fevereiro, com geração concentrada em três estados
Pará, Amazonas e Tocantins puxam resultado; serviços lidera criação de empregos na região
Movimentação de trabalhadores em área comercial; região Norte abriu mais de 10 mil vagas em fevereiro |
A Região Norte abriu 10,6 vagas formais de trabalho em fevereiro de 2026, resultado de 110.126 admissões e 99.492 desligamentos, segundo dados do Caged. No acumulado do ano, o saldo chega a 12.981 novos postos.
A geração de empregos está concentrada em poucos estados. Pará, Amazonas e Tocantins respondem pela maior parte das vagas criadas no período.
O Pará lidera com folga, com 4.701 vagas em fevereiro — cerca de 44% de todo o saldo regional — e 4.766 no acumulado do ano. O Amazonas aparece em seguida, com 2.060 vagas no mês e 3.534 no bimestre.
Tocantins também se destaca, com saldo de 1.313 vagas em fevereiro, enquanto Rondônia registrou 1.790 novos postos no período.
Nos demais estados, o desempenho foi mais modesto. Amapá e Roraima tiveram geração positiva, mas em menor escala, enquanto o Acre é o único da região com saldo negativo no acumulado do ano, com perda de 713 vagas.
Serviços puxam resultado
O setor de serviços foi o principal responsável pela criação de empregos na região, com desempenho positivo na maioria dos estados.
Por outro lado, o comércio aparece como principal ponto de pressão, com saldo negativo em diferentes mercados locais, refletindo ajustes após o período de fim de ano.
Também há variações entre estados nos setores de indústria e agropecuária, indicando uma recuperação desigual dentro da própria região.
Crescimento desigual
Apesar do saldo positivo, os dados mostram um mercado de trabalho ainda concentrado e heterogêneo no Norte.
Enquanto poucos estados concentram a maior parte das vagas, outros seguem com crescimento mais lento ou instável, o que reforça a dependência de setores específicos e de economias locais mais dinâmicas.
A taxa de rotatividade na região chegou a 33,9% em 12 meses, com destaque para Roraima, que registra o maior índice (38,1%), indicando maior instabilidade no mercado de trabalho local.
