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Motor rabeta elétrico vai ser produzido em Manaus por empresa de capital chinês

Aprovado pelo Codam, projeto com investimento de R$ 19 milhões tem objetivo de substituir motores a combustão

Foto: Divulgação

A Livoltek Power Brasil, empresa do grupo chinês Hexing, vai fabricar motores de rabeta elétricos no Polo Industrial de Manaus (PIM). O projeto foi aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), nesta terça-feira (10/02).

O plano prevê investimento de R$ 19 milhões, ao longo de três anos, para a produção de 11 mil unidades e geração de 21 empregos, com início das operações ainda este ano.

Outros R$ 16 milhões serão investidos pela empresa para a fabricação de 45 mil hidrômetros digitais, voltados ao consumo de água, no mesmo período.

Motor rabeta elétrico vai ser produzido em Manaus por empresa de capital chinês

Os equipamentos devem substituir gradualmente motores a combustão usados em embarcações de pequeno porte, comuns no interior do Amazonas. Atualmente, os motores elétricos são importados da China, segundo informações apresentadas na reunião.

“Isso é uma revolução para o nosso homem do interior. O homem do interior, que já conseguiu se libertar do remo com o motor de rabeta a combustão, agora vai se libertar do diesel, porque vai passar a funcionar através de bateria”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Serafim Corrêa, durante o encontro.

Em novembro do ano passado, 60 famílias do município de Careiro da Várzea, na Região Metropolitana de Manaus, receberam motores elétricos para testes. A iniciativa fez parte do Projeto Pixundé, desenvolvido pela empresa em parceria com o Instituto Somar Amazônia, com apoio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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De acordo com o diretor comercial da Livoltek, Wilton Moura, a tecnologia reduz impactos ambientais. “Não vai ter queima de combustível fóssil, não vai ter o problema de jogar óleo na água poluindo os rios e evitando a mortandade de peixe, (e vai ter) ruído zero, o que é muito legal também porque o barulho incomoda muito para quem está pilotando o barco”, explicou.

Além do projeto da Livoltek, outras 43 propostas foram analisadas na 318ª reunião do Codam para enquadramento nos incentivos fiscais estaduais.

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