O Brasil registrou a abertura de 3,93 milhões de novos pequenos negócios entre janeiro e agosto, alta de 14,3% em comparação com o mesmo período de 2025. Levantamento do Sebrae mostra que a Região Sudeste responde por mais da metade das novas empresas, mas das 10 unidades da Federação com expansão acima da média nacional, quatro são do Norte (Amapá, Rondônia, Amazonas, Acre) e três são do Centro Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal).
O estado com o maior percentual de crescimento de abertura de pequenos negócios, na comparação com a média nacional, foi o Amapá, com crescimento de 34% em relação a janeiro e agosto de 2025. Em números absolutos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram a abertura de pequenos negócios no Brasil no acumulado até agosto de 2026.
“Microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte respondem por 96,6% do total de 4 milhões de empresas abertas no país nos primeiros oito meses deste ano. O fortalecimento da economia local e nacional passa pelo aperfeiçoamento do ambiente de negócios do país, para que eles sigam criando cada vez mais emprego e renda”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
Novos pequenos negócios por região – janeiro a agosto de 2026
- Sudeste: 50,9% do total
- Sul: 18,4%
- Nordeste: 16,1%
- Centro-Oeste: 9,7%
- Norte: 5%
Estados com maior abertura de pequenos negócios – janeiro a agosto de 2026
- São Paulo: 1.161.196 (29,5% do total nacional)
- Minas Gerais: 404.333 (10,3%)
- Rio de Janeiro: 323.669 (8,2%)
- Paraná: 280.240 (7,12%)
- Santa Catarina: 227.817 (5,79%)
- Rio Grande do Sul: 226.434 (5,75%)
- Bahia: 169.035 (4,29%)
- Goiás: 163.231 (4,15%)
- Ceará: 115.324 (2,93%)
- Pernambuco: 112.223 (%2,85)
Estados com maior crescimento de abertura na comparação com janeiro a agosto de 2025
- Amapá: +34,1%
- Rondônia: +25,3%
- Maranhão: +21,5%
- Mato Grosso: +21,2%
- Roraima: +21,1%
- Mato Grosso do Sul: +20,9%
- Amazonas: +18%
- Distrito Federal: +17,1%
- Acre: 16,5%
- Rio de Janeiro: 16,3%
Porta de entrada para o empreendedorismo
Os microempreendedores individuais (MEI) continuam sendo a principal porta de entrada para a formalização e o empreendedorismo no país. Do total acumulado de pequenos negócios criados até agosto desse ano, 77,3% são MEI (mais de 3 milhões de novos CNPJs), 18,7% são microempresas (ME) e 4% são empresas de pequeno porte (EPP).
O setor de Serviços segue como o grande motor de expansão dos novos pequenos negócios. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a abertura de MEI nesse setor registrou uma alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso de micro e pequenas empresas, o aumento foi de 13,6%.
Somente em agosto, 478,6 mil pequenos negócios foram criados no território nacional – 96,7% do total de empresas abertas no mês. Entre os MEI formalizados no mês, as atividades de apoio logístico, entregas e serviços pessoais lideraram o ranking nacional. Já entre as MPE, os destaques foram os segmentos de apoio administrativo e da área da saúde.
Principais setores dos novos pequenos negócios (agosto)
- Serviços: 63,9% das aberturas de pequenos negócios no país (305,8 mil empresas)
- Comércio: 20,5% (98,2 mil)
- Indústria de Transformação: 8,1% (38,9 mil)
- Construção: 6,6% (31,5 mil)
Atividades mais procuradas no país (CNAEs) – agosto
Microempreendedores individuais
- Atividades de malote e de entrega: 34.367 registros (9,1%)
- Transporte rodoviário de carga: 28.551 registros (7,6%)
- Atividades de publicidade: 21.820 registros (5,8%)
- Cabeleireiros e tratamento de beleza: 20.563 registros (5,5%)
- Fotocópias e preparação de documentos: 18.656 registros (5,0%)
Micro e pequenas empresas (MPE)
- Serviços combinados de escritório e apoio administrativo: 5.256 empresas (4,9%)
- Atenção ambulatorial por médicos e odontólogos: 5.402 empresas (5,3%)
- Outras atividades de atenção à saúde: 5.001 empresas (5,1%)
- Restaurantes e estabelecimentos de alimentação e bebidas: 3.505 empresas (3,4%)
- Atividades de publicidade: 3.327 empresas (3,3%)

