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Migrações para o mercado livre de energia caem 19,1% em 2025

Número de novos consumidores recua após abertura do setor, e volume de energia negociada tem queda de mais de 33%, segundo CCEE e BBCE.

Mercado livre já responde por 37% da demanda total de eletricidade do país e acumula 34,4 mil indústrias e estabelecimentos comerciais (Foto iStock)

As migrações para o mercado livre de energia diminuíram 19,1% em 2025, na comparação com o ano anterior, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). No ano passado, 21,7 mil novos consumidores passaram a operar nesse ambiente, ante 26,8 mil em 2024.

Apesar da desaceleração, o ambiente livre de contratação alcançou 85 mil consumidores, responsáveis por cerca de 43% de toda a eletricidade consumida no país, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). O resultado reflete um movimento de acomodação do mercado após a abertura para todos os consumidores de média e alta tensão, em vigor desde janeiro de 2024.

Negociações e contratos também recuam

Além da queda nas migrações, 2025 foi marcado por retração nas negociações no mercado livre. Dados do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) apontam que o volume de energia negociada caiu 33,2%, passando de 575,6 mil GWh em 2024 para 384,5 mil GWh em 2025. O número de contratos também recuou 22,4%, de 100,6 mil para 78 mil no período.

Até novembro de 2025, os segmentos de serviços e comércio lideraram as migrações, com a entrada de 6,5 mil e 3,9 mil novos consumidores, respectivamente. Regionalmente, o crescimento foi puxado pelo Sudeste e Sul, com mais de 14,7 mil novos consumidores, seguidos pelo Nordeste (3,5 mil), Centro-Oeste (2 mil) e Norte (1,3 mil).

Atualmente, apenas consumidores de alta tensão têm acesso ao mercado livre. Com a reforma do setor elétrico, a expectativa é que a abertura para consumidores de baixa tensão das classes industrial e comercial ocorra até novembro de 2027, e para consumidores residenciais, até novembro de 2028.

No ranking de comercialização, instituições financeiras lideram o segmento. Segundo a Thunders, o BTG Pactual e a Santander Comercializadora foram os maiores vendedores de energia no mercado livre em novembro de 2025, com 8,6 GW médios e 7,5 GW médios, respectivamente.

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Com Informações da Eixos