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Investimentos em transportes chegam a R$ 51,3 bilhões e portos e ferrovias batem recordes

Investimentos atingiram recorde de R$ 36,8 bilhões, com destaque para os setores aquaviário, rodoviário e ferroviário

Foto: Divulgação/Infra

Os investimentos totais na malha logística nacional alcançaram R$ 51,3 bilhões em 2025, impulsionados pela atração de capital privado, pelo avanço da safra agrícola e pela disparada na balança comercial. Os dados foram divulgados pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL), da Infra S.A., por meio da nova edição do Anuário Estatístico de Transportes.

O documento aponta que o setor de infraestrutura e transportes no Brasil consolidou uma trajetória de forte expansão, destacando o papel estratégico da integração logística para o escoamento da produção e o fortalecimento da competitividade do país.

O grande destaque do período foi o avanço expressivo do capital privado, que somou R$ 36,8 bilhões no último ano — o maior patamar já registrado desde o início da série específica em 2020, superando significativamente os R$ 25,39 bilhões apurados em 2023.

Já os investimentos públicos federais alcançaram R$ 14,5 bilhões, mantendo o ritmo consistente de recomposição orçamentária. Os aportes privados concentraram-se majoritariamente nos modais aquaviário (R$ 13,2 bilhões), rodoviário concedido (R$ 12,2 bilhões) e ferroviário (R$ 8,5 bilhões).

Recordes históricos no comércio exterior e portos

Pela primeira vez na série histórica analisada pelo ONTL (2010–2025), o volume transportado no comércio exterior brasileiro ultrapassou a marca de 1 bilhão de toneladas, fechando o ano em 1,048 bilhão de toneladas — um avanço de 5,3% sobre 2024 e de mais de 7,7% em relação a 2023.

As exportações lideraram o vetor, atingindo o pico histórico de 860,5 milhões de toneladas. A movimentação aquaviária atingiu seu ápice histórico com 1,403 bilhão de toneladas movimentadas (+6,1%), acompanhada por recordes na movimentação de contêineres, que bateu 15,2 milhões de TEUs.

Além disso, a navegação de cabotagem absorveu 303,7 milhões de toneladas, enquanto a indústria naval brasileira acelerou o ritmo com a entrega de 141 novas embarcações (alta de 35,6%).

Agronegócio, mineração e expansão dos modais terrestres

No segmento terrestre, o agronegócio e a mineração continuaram a exigir alta eficiência operacional. O escoamento ferroviário totalizou 555,1 milhões de toneladas úteis (TU) e gerou 408,2 bilhões de toneladas-quilômetro úteis (TKU).

O minério de ferro respondeu por 401,9 milhões de TU, enquanto a safra recorde de soja (166 milhões de toneladas) e milho impulsionou o transporte de grãos aos portos, totalizando 149,5 milhões de toneladas entregues nos terminais marítimos, com forte relevância dos portos do Arco Norte, que escoaram 269,2 milhões de toneladas exportadas.

A circulação de passageiros também registrou alta: a aviação regular transportou 130,4 milhões de viajantes (101,2 milhões em rotas domésticas e 29,2 milhões em voos internacionais), os sistemas metroferroviários movimentaram 2,59 bilhões de usuários em uma malha recorde de 1.144,7 km, e o transporte rodoviário interestadual respondeu por 36,7 milhões de passageiros.